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terça-feira, 21 de abril de 2009

CONTOS DEMENTES - Adílson no suporte técnico




Adílson havia comprado um computador de segunda mão de um amigo. O cooler estava quebrado, no teclado faltavam algumas teclas, o mouse estava sem um botão, mas o computador até que funcionava bem. A única recomendação era que Adílson deixasse um ventilador ligado ao lado do gabinete para resfriar a máquina. "De boa. Só quero ver mulher pelada com essa merda", respondeu Adílson para o amigo.

Era uma noite de quinta-feira. Adílson havia assinado um serviço de internet mas, infelizmente, o bigodudo não conseguia conectar o computador na internet. Nervoso, Adílson ligou para o suporte técnico de sua provedora para tentar resolver o problema:

[Depois de aguardar 10 minutos ouvindo uma música irritante]

- Boa noite. Aqui é Mônica do suporte técnico. Com quem eu falo, por gentileza?
- Adílson. E que voz gostosa, hein? Nuossa! Dá uma gemidinha aê, vai...
- Como, senhor?
- Nada. Mas aí, eu não consigo contactar o computador na internet. Resolve essa porra!
- Senhor, eu gostaria de informar que nossa conversa está sendo gravada.
- Foda-se. Eu não tenho vergonha de ser gravado. Gravo até pornô. Aqui é fibra!
- Olha...eu acho que o senhor está sendo extremamente grosseiro. E sem necessidade, não?
- Sim, é grosso. Mas bora resolver essa parada.
- E qual é mesmo o seu problema?
- Eu não consigo entrar na internet. Estou aqui pra ver site de putaria, estou com o pau melado na mão e eu...
- [Sem graça] O senhor não precisa me informar o que você vai fazer na internet, OK? Isso não é problema meu! Qual é o seu sistema operacional?
- Sistema o que? Que porra é essa?
- O senhor usa Linux ou Windows?
- Eu uso computador de mesa, porra!
- [Respirando fundo] O que aparece escrito quando o senhor liga o seu computador?
- Não sei. Sempre faço outra coisa quando essa porra tá ligando.
- Então reinicie seu computador, por favor.
- Reiniciar?
- [Bufando] Faz o seguinte, por favor...

[A atendente gasta 15 minutos para explicar como se reinicia um computador. Adílson demora um bocado para descobrir onde fica o menu "iniciar"]

- [Adílson] Gata, apareceu aqui "Vindous XP" quando eu ligo.
- Tá. E qual é o modem do senhor?
- Isso aí é aquele aparelho que contacta o computa na internet?
- É.
- Tá, peraí. Vou olhar aqui.

[9 minutos se passam]

- [Atendente, de saco cheio] Senhor??
- O nome do modem é Modex.
- Telex?
- Não, Modex!
- Nunca ouvi falar dessa marca. Como se escreve esse nome?
- "M" de "modess", "O" de "otário", "D" de "duro", "E" de "estrupro" e "X" de "xoxota".
- Eu nunca ouvi falar dessa marca.
- É do Paraguai. E posso te falar uma coisa?
- Pois não?
- Tu tem aquele troço de MSN? Vou descolar uma câmera pra papear pelado com a mulherada. Adoro essas sacanagens. Sou um zumbi movido a buceta! UH!
- [Irritada] Será que o senhor poderia parar de falar obscenidades? Se o senhor continuar eu serei obrigada a cancelar a ligação!
- Ui, ui, frescona!
- Bom, eu ia perguntar se o senhor sabe configurar o modem, mas acho que vou perder o meu tempo.
- O que a dondoca quer dizer com isso? Tá me chamando de burro?
- [Irônica] Não, imagina! Eu nunca diria uma coisa dessas. Acho melhor marcarmos a visita de um técnico em sua casa. Vai ser mais rápido.
- TÁ ME CHAMANDO DE BURRO?
- Não. Em nenhum momento eu disse isso. Só acho que vou perder MUITO tempo para explicar como se configura esse modem. Olha só, o técnico tem horário vago apenas na semana que vem. O senhor prefere que ele vá na parte da manhã ou da tarde?
- Aqui em casa só entra em homem. Não quero essa porra de visita.
- Tudo bem. O senhor deseja mais alguma coisa?
- Nem.
- O senhor anotou o número de protocolo?
- Isso é coisa de viado.
- Então agradecemos a sua ligação e desejamos uma boa noite!
- Peraí! Eu quero mais uma coisa, sim.
- Pois não?
- Espera um pouquinho...

Adílson tira um pêlo do bigode e encosta no bocal do telefone. A atendente é atingida por uma forte descarga elétrica e desmaia na frente de seu computador. Todos os computadores do setor da atendente entram em curto e uma queda de energia ocorre logo em seguida. Até hoje ninguém soube explicar o que aconteceu.



Adílson Personal Computer

sábado, 14 de fevereiro de 2009

CONTOS DEMENTES - As aventuras de Adílson em Manaus (FINAL)




Era uma bela manhã de quinta-feira. Adílson já tinha assistido o DVD de "Stallone Cobra" 27 vezes e estava começando a ver pela 28ª vez. Berinaldo chega na sala com uma xícara de café na mão.

- Adílson, porra, tu não cansa desse filme?
- Isso é clássico, mano! Isso é muito do caralho! Eu quase choro com essas falas. O Stalione é FODA!
- Tá. E como foi lá na Dona Vilmara?
- Uma merda. Ela é uma macumbeira de merda.
- Por quê?
- A mulher não sabe de nada. Tudo que eu perguntava ela não sabia. E ela tem uma empregada que me confundiu com vendedor de tapete. Ainda afogo aquela velha no diesel!
- Se você não gostou, paciência. O engraçado é que eu ligo pra lá e ninguém atende. Nem no celular a Vilmara tá atendendo. Que estranho...
- A vida é estranha, mano. Mas e aquele puteiro? Quando rola?
- Ah, era isso que eu ia falar contigo: a puta que tu vai amar chega hoje. As duas que eu quero traçar também. Hoje é o dia!
- Demorô. Que horas a gente sai?
- Pelas 10 da noite. Tá bom pra você?
- Show! Não aguento mais bater punheta.
- Então fechou.

Pelas 10 da noite Adílson já estava pronto. Ele vestia uma camiseta com propaganda de posto de gasolina, uma calça jeans surrada e sapatos sociais pretos. Berinaldo resolveu não criticar a roupa do primo e seguiu calado para a garagem. Adílson já foi entrando na Kombi da prefeitura. Berinaldo fica nervoso.

- Porra, na Kombi da prefeitura? Cara, tu é sem noção! Não quero ser preso contigo! Vai na Kombi que eu vou no meu carro, fala sério!
- Mimimimi! Deixa de chorar, frescote. Entra nessa porra.

A contragosto, Berinaldo entra na Kombi. Adílson acelera e sai pela rua na contramão.

Trinta minutos depois eles chegam no puteiro. A fachada do puteiro era bonita, lembrava até uma boate da moda. Um flanelinha se aproxima da Kombi.

- Aê, doutor, a Kombi vai ficar bem vigiada!

Adílson pega a cabeça do flanelinha e bate ela com toda força no capô de um carro que estava estacionado ao lado. O flanelinha cai no chão desmaiado.

- [Berinaldo] Porra, pra que você fez isso??
- Estou com tesão. Tô tenso. E só homem vigia carro meu.
- Ai, ai...

Berinaldo e Adílson entram no puteiro. Berinaldo cumprimenta uma morena de mini-saia e chama ela para conversar em um canto. Adílson senta na mesa vazia mais próxima e chama o garçom.

- [Adílson] Ô pinguim, chega aí!

O garçom se aproxima e vai limpando a mesa.

- O que vai ser, chefe?
- Brasilberg. Traz logo a garrafa.
- Brasilberg? O que é isso?
- Você não sabe o que é Brasilberg? TU NÃO SABE O QUE É BRASILBERG, PORRA??
- É, não senhor! Me descul...
- [Batendo na mesa] Sai da minha frente, chupador de boto!

O garçom se afasta apressado. Logo em seguida chega Berinaldo acompanhado de uma baranga medonha.

- Adílson, essa é a Lucíola. Essa é a moça que eu te falei. É do jeito que você curte!

Lucíola era baixinha, gorda, tinha estrias negras nos seios e celulites por toda a perna. As pernas, por sinal, eram cobertas de longos pêlos oxigenados. Ela também tinha uma pequena e charmosa cicatriz cor de beterraba no queixo.

- [Berinaldo] Vou deixar você sozinho com ela. Vou ali que as minhas minas chegaram. Boa sorte, filhote!

Adílson pede para Lucíola se sentar e incia uma papo romântico.

- Tu é o meu tipo. Adoro celulite! Mas o que tu sabe fazer?
- Como assim?
- Na cama, porra! O que tu faz? Chupa? Engole? Libera o rabo?
- Faço tudo.
- Tudo o quê?
- Beijo na boca, dou o cu, chupo, engulo porra, lambo cu e faço fio-terra. Também gosto de dar tapa na cara e levar umas porradas.
- Só isso?
- Também gosto de falar putaria na orelha e arranhar as costas de quem me come. E arranhar com força!
- Só isso?
- Porra, tu queria mais o quê?!
- Isso é básico demais, filhota.
- Mas comigo é diferente. Eu faço de um jeito especial. Todo mundo q experimenta comigo acaba voltando.
- É?
- É!
- Tem quarto aqui nessa porra?
- Tem lá em cima.
- Bora nessa!

Adílson puxa Lucíola pelo pescoço e sobe as escadas. Antes de entrar no quarto, Adílson já estava sem camisa e desabotoando a calça.

- [Lucíola] Será que dava pra tirar a roupa no quarto?
- [Enfiando o dedo na bunda da moça] Aqui é raça!

Adílson entra no quarto e pula em cima de Lucíola para arrancar suas roupas. Ela empurra ele na cama e faz cara feia.

- CALMA! Comigo é diferente. Tem que rolar um clima gostoso.
- Clima?

Lucíola liga o toca-cd. O som de Kenny G invade o ambiente. A baranga acende um incenso, tira a roupa e fica apenas de calcinha.

- [Adílson] Que som de viado é esse aí?
- É música romântica. Diga que me ama!
- Ah, porra...bora fuder logo.
- CALMA! Cal-ma! Agora vou fazer uma massagem. É a "massagem manauara". Você vai ficar relaxado e cheio de tesão. Vai falando algo romântico, vai...
- Quero comer seu cu.

Lucíola finge que não escutou e pega um pote de óleo. Ela pede para Adílson ficar de costas e joga uma boa quantidade de óleo nas costas dele.

- [Adílson] Que porra é essa agora?
- Óleo de cupuaçu. Relaxa, gato. Você é muito nervoso.
- Dá pra fazer essa massagem com sua buceta?
- Não! Agora respira fundo...

Lucíola sobre em cima das costa de Adílson e se senta de joelhos. Com os dedos ela pressiona atrás das orelhas do brucutu, enquanto os joelhos pressionam sua coluna.

- [Adílson] Caralho, essa porra tá doendo!
- Re-la-xa. Você vai ficar calminho.
- Calminho no teu rabo! Essa porra tá machucando. SAI DE CIMA, CARALHO!
- Mas você é nervosinho, hein?

Lucíola se levanta nervosa e abre o armário. Ela tira uma garrafa de Campari lá de dentro e se aproxima de Adílson. Ela joga Campari nos peitos e faz uma cara sensual.

- Gato, lambe a bebida no meu corpo, vai!
- Campari é bebida de puta. Nem pagando eu encosto a boca nisso aí.
- Então me faz outra coisa pra me esquentar.
- O quê?
- Me beija...

Adílson dá um tabefe em Lucíola e a joga na cama.

- [Adílson] Essa é a "massagem pernambucana". Curtiu?
- ...

Adílson pega o toca-cd e o joga contra a parede. O aparelho espatifa em vários pedaços.

- [Adílson] O único som que você vai ouvir é o couro da minha pica fazendo música.

Adílson pula na cama e rasga a calcinha de Lucíola com os dentes. Em seguida ele parte logo para a penetração. Vaginal, anal e tabefe. Anal, tabefe e vaginal. Anal, anal e tabefe. Tabefe, tabefe e tabefe. Anal e vaginal.

- [Lucíola] Ai, chega! CHEGA! NÃO AGUENTO MAIS LEVAR TAPA NA CARA!!! E MEU CU TÁ DOENDO!!!
- Já pediu arrego? Você não curtia tapa na cara, frescona?
- Frescona? Caralho, tem quase duas horas que você me come e não goza! E você só me dá porrada! CHEGA!!! AIII!!!!

Adílson se levanta e veste a roupa.

- [Adílson] Teu dinheiro tá naquela mesinha de canto. Só vou dar a metade. Inté.
- [Sem graça] Mas...

Adílson sai do puteiro pisando duro e se dirige para o Kombi. Ele sai do local cantando pneu e volta para casa de Berinaldo.

Na manhã seguinte, Berinaldo chega em casa cansado e nervoso. A porta estava arrombada, para variar. "Adílson! Adílson!", gritava Berinaldo. "Quié, caralho?", gritou Adílson do banheiro. Berinaldo se dirige para o banheiro, que estava trancado.

- PORRA, ADÍLSON! Por que você me deixou sozinho no puteiro?
- Aquela puta me encheu os bagos. Vazei de lá.
- E custava me avisar que você tava indo embora? Porra, tive que voltar de táxi!
- É a vida.

Adílson sai do banheiro segurando uma bolinha de papel higiênico. Berinaldo olha para seu primo e fica surpreso.

- Adílson, cadê teu bigode??
- Raspei.
- Nunca te vi sem bigode. O que deu em você pra você fazer isso?
- Enchi dessa cidade! Quero sair daqui e esquecer dessa merda toda. Vou deixar uma lembrança pra essa porra de lugar. Tô indo nessa.
- Você reclama demais, primo. O que tem nessa bola de papel?
- Meu bigode! Macumbeiras de merda, putas de merda, táxis de merda...tô vazando.
- Vai devolver a Kombi da prefeitura?
- Não. A gente se fala. Falous...e fibra nessa porra!

Adílson bota sua velha mochila jeans no ombro e entra na Kombi da prefeitura. Ao se dirigir para o aeroporto, joga a bolinha de papel higiênico (com seu bigode raspado dentro) no rio Amazonas. Ele larga a Kombi em um estacionamento e corre para pegar seu vôo.

No dia seguinte, a água do rio Amazonas começa a borbulhar. Na sequência, ondas de 15 metros vindas do rio castigam Manaus e cidades ribeirinhas. Em 20 minutos Manaus já estava alagada por um tsunami amazônico. Peixes pulavam da água semi-cozidos e corpos boiavam por toda parte. Cientistas de todo mundo tentavam entender esse misterioso fenômeno.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

CONTOS DEMENTES - As aventuras de Adílson em Manaus (parte 3)



Já eram 18:40. Adílson chega na casa de Berinaldo dirigindo a Kombi da prefeitura e, logo atrás dele, um caminhão guincho carregava o Ômega vinho de Berinaldo. Adílson vestia um terno caro e estava com as mãos esfoladas. Berinaldo sai de casa e se espanta com a cena.

- Já chegou?
- É. Taí a porra do seu carro.
- Tá. Mas...onde você achou esse terno? Você não saiu daqui pelado?
- Não interessa.

O motorista do caminhão guincho se aproxima de Adílson.

- E o pagamento, chefe?
- Depois gente acerta. Tu tá me devendo aquela parada. Se vacilar, o pau come.
- [Arregalando os olhos] Tá beleza...

O motorista entra no caminhão e vai embora. Berinaldo continua a conversa:

- Adílson, você vai mesmo continuar dirigindo essa Kombi? É da prefeitura, porra!
- Vô. É grande, cabe muita gente e sempre sonhei em ter uma Kombi. Sonho de menino. Só faltou ser movida a diesel. Adoro diesel!
- E que rolo você fez com o motorista do caminhão?
- Não interessa.

Berinaldo se aproxima do Ômega e verifica se o carro está em boas condições. Aparentemente o carro estava inteiro, mas ele viu algo estranho no banco traseiro.

- Adílson...bicho, o que esse tapete enrolado tá fazendo no meu banco traseiro?
- [Tirando o tapete e levando para a Kombi] Não interessa.
- Tá nervosinho, é?
- Não, tô calmo. Mas aí, teu carro tá inteirão. Agora vê se não me enche o saco até o fim da semana! Aproveita e me passa o endereço daquela macumbeira que você vai. Quero bater um lero com ela.
- Você vai agora?
- É.
- Tem que marcar antes.
- Quem marca visita é mulher em cabelereiro. Sou homem. Passa o endereço dessa porra.
- Caralho...Me passa um papel. Você não vai decorar de cabeça.
- [Pegando papel e caneta na Kombi] Taí.
- [Anotando o endereço] E o que você vai fazer na Dona Vilmara?
- [Olhar furioso] ...
- Tá, "não interessa". Tá bom...
- Tô indo. Fica na miúda.

Adílson entra na Kombi e acelera pela rua cantando pneu.

Três horas mais tarde Adílson chega no terreiro de Dona Vilmara. Era uma casa simples, localizada num bairro pobre. Adílson estava nervoso, pois o endereço era complicado de achar e ele demorou um bocado para chegar até ali. Com o tapete enrolado nos ombros, Adílson entra na casa abrindo a porta com um chute. Ele dá de cara com uma pequena sala de estar, onde várias pessoas aguardavam para serem atendidas por Dona Vilmara.

- [Adílson] AQUI É A CASA DA DONA VALMEIRE?

As pessoas, assustadas, ficam em silêncio. Um senhora de idade bem magrela se aproxima.

- Por favor, fale baixo! Isso aqui é uma casa de santo e a Dona Vilmara está atendendo uma pessoa. Será que você pode esperar? E ninguém aqui quer comprar tapete!
- Não tô vendendo, porra. Onde ela atende?
- Naquela salinha ali. Agora se o senhor puder esperar a gente agradece.
- Diz que é urgente. Fala que sou primo do Berinaldo.

Adílson se senta em uma cadeira de plástico e larga o tapete no chão. As pessoas olhavam pra ele sem entender nada. Duas pessoas ficam com medo e vão embora.

Uns 50 minutos se passam. A senhora magrela chama Adílson para falar com Dona Vilmara. Adílson se levanta e bota o tapete no ombro.

- [Senhora magrela] Olha, a Vilmara disse que vai te atender porque você falou que era urgente. Ela só atende com hora marcada e...
- Me chupa. E vendedor de tapete é o puto do teu pai!

A senhora magrela emudece. Adílson entra na salinha de Dona Vilmara e larga o tapete no chão.

- E aí, Dona Valneide?
- Meu nome é VILMARA. Dona Vilmara.
- Ah, tudo nome de puta! Mas bora ao que interessa.
- QUEM VOCÊ PENSA QUE É? VOCÊ SABE QUEM EU SOU?
- Desce do salto, madame! Peraí...

Adílson se agacha e desenrola o tapete. Ao desenrolá-lo aparece o corpo de uma garota semi-nua com o pescoço quebrado. A garota estava toda roxa.

- Valdira, tive um problema com essa moça ontem. Ela apareceu na minha casa de repente e me assustou. Dei um tapa e ela desmaiou. Mocinha fraca, né?
- [Olho arregalado] Meu filho, essa moça tá morta!
- Que mané morta! Ela só desmaiou. Olha só.

Adílson tira um pêlo do bigode e joga no corpo da garota. Ela treme por uns instantes, começa a babar e depois fica imóvel novamente.

- [Vilmara] O QUE VOCÊ FEZ?!
- Joga o búzio que você vai descobrir. Meu bigode é iluminado.
- [ Jogando os búzios] NÃO É POSSÍVEL! EU NUNCA VI ISSO! EM UM BIGODE?!?
- É. Mas meu bigode não tem força pra acordar a menina. Faz aí qualquer coisa que eu te pago.
- [Olhando para os búzios] Meu filho, v-você...você é uma força ruim!!! Você nem devia pisar no meu terreiro! E...VOCÊ MATOU ESSA MENINA! O QUE VOCÊ QUER QUE EU FAÇA?
- Sei lá, porra! Deixa de drama e chama uma entidade aê pra levantar a menina. Ela só precisa de um empurrão e tá zerada! Chama qualquer uma.
- Você tá louco?
- Vai fazer ou não vai?
- NÃO TEM COMO! ELA TÁ MORTA! NENHUMA ENTIDADE VAI LEVANTAR UM DEFUNTO!
- Saco. Tá, eu resolvo sozinho isso aqui.
- Vou ligar pra polícia!
- Nem tenta. Mas aí, antes de eu vazar, me faz outro favor.

Adílson tira um volante da loteria e uma caneta.

- Joga os búzios aí e me diz quais números vão cair na Loto. Se eu ganhar eu racho o prêmio contigo.
- Meu filho, você tá me gozando? Não é assim que funciona o búzio! Você tá desrespeitando uma casa de santo, sabia? Nem o caboclo do seu bigode vai te proteger dessa sua grosseria! SAIA DAQUI!
- Porra, mas que casa de santo mais chulé. Tomá no cu...
- SAIA JÁ DAQUI OU EU CHAMO A POLÍCIA!
- Vai chamar porra nenhuma.

Adílson tira um pêlo branco do bigode, dá uma lambida e o joga em cima dos búzios. Os santinhos que estavam em volta começam a pegar fogo. Os búzios saltam fora da mesa como pipoca. A água que estava em um copo começa a ferver. As paredes racham. Adílson enrola a garota no tapete e o coloca nos ombros.

- Dona Valdirene, agora você conversa com ele. Se vira aí. Inté.
- [Com as mãos na cabeça] MEU DEUS! MEU DEUS!!!

Adílson sai calmamente da salinha. A senhora magrela o segura pelo braço.

- O que aconteceu lá dentro? Eu ouvi a Dona Vilmara gritar!
- Aconteceu nada. Olha, eu tô achando esse tapete da sala meio detonado. Quer esse de presente?
- Bom, é...
- [Soltando o tapete no chão] Toma aí! É de vocês. Espera pra desenrolar amanhã. Falou.

Adílson bota a mão no bolso e tira seus cartões xerocados. Ele sai distribuindo para os presentes.

- Rapeize, vendo Maguila Grill e instalo em casa! Também arrumo parte elétrica, lavo sofá e mais um monte de coisa. Guardem meu cartão. Qualquer coisa é só me ligar.

Adílson sai do terreiro e entra na Kombi da prefeitura. De longe dava para ouvir os gritos de Dona Vilmara. Várias pessoas saíam desesperadas do terreiro e corriam pela rua gritando. Adílson liga a Kombi e acelera pela pista.

Continua...

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

CONTOS DEMENTES - As aventuras de Adílson em Manaus (parte 2)



Adílson chega na casa de seu primo com os olhos vermelhos. Parecia emocionado.

- [Adílson] Cara, olha só o que eu achei vendendo ali na venda da esquina.
- O que foi?

Adílson mostra um DVD de "Stallone Cobra".

- [Adílson] Berinaldo, esse é o filme da minha vida, PORRA! Eu lembro que vi esse filme no cinema umas 15 vezes. Chupei vários peitinhos vendo esse filme. Porra, bons tempos aqueles!
- Você tem certeza que acha esse filme essa coisa toda?
- CLARO! Isso é aqui é o melhor filme do Stalione! Tinha que ganhar um Grêmy! É de emocionar qualquer um! Bota logo aí pra gente ver.
- A gente? Não quero ver essa merda.
- Vai ver sim! Se tu não gostou é porque você não entendeu o filme. Tu não sabe o que é cinema! Bota aê!
- Não entendi essa merda? Tá bom...

Berinaldo, entediado, assiste o filme junto com Adílson. No fim, Adílson estava quase chorando.

- [Adílson] Cara, esse filme é foda! FODA! Isso que é filme de homem!
- [Entediado] Tá legal. Mas aí, vou dar uma saída com uma galera minha. Quer ir junto?
- E aquele puteiro novo que você ia me levar?
- Fica pra semana que vem. As novatas chegam só na próxima semana e tem uma que você vai amar. Mas tu quer sair com minha galera?
- Tem mulher no meio?
- Não. Mas a gente vai descolar um forró pra ir. Quer ir?
- Só homem no carro? Isso é coisa de viado. Vou sair sozinho. Me libera teu carro aí.
- Promete que não vai beber dessa vez?
- Não prometo nada. Mas se eu fizer merda, eu pago o estrago. Aqui ó, estou cheio de dinheiro [mostra R$200,00 na carteira].
- Hum, 200 paus na carteira? O que você anda fazendo?
- Vendendo Maguilla Grill e lavando sofá. Vou ficar rico com isso, rapá! Esse grill tá vendendo mais que porra de cavalo! Aliás, pega uns cartão meu aqui e distribui pros teus amigos. Vai ver alguém quer um.
- Tá. Bom, vou me arrumar.

Berinaldo demora 15 minutos para tomar banho e se vestir. Quando ele chega na sala, Adílson também está pronto para sair. Adílson usa uma camiseta regata surrada, uma calça de skatista largona (cheia de zíperes e bolsos) e sapatos sociais pretos com meias brancas. Berinaldo vê aquela roupa e coça a cabeça.

- [Berinaldo] Bicho, tu vai sair mesmo com essa roupa?
- Vô. Por quê?
- Pô, tá meio nada a ver, né?

Adílson pula no pescoço no primo e dá uma gravata.

- [Adílson] COMO ASSIM NADA A VER? TÁ ME CHAMANDO DE VIADO?
- [Se engasgando] N-não! A roupa tá é feia pra caralho! Parece roupa de pião! SÓ ISSO!
- [Soltando a gravata] Pião? É, menos mal. Mas aí, me passa logo a chave do teu carro.
- Ai...tá ali na sala.

Adílson pega a chave e entra no Ômega vinho 96 de Berinaldo. Ele arranca com o carro e quase atropela um grupo de moleques que brincava na rua. Uns vinte minutos depois, Berinaldo sai com seus amigos e parte para um forró próximo.

São 6:15 da manhã.

Berinaldo chega em casa cansado da farra. Para seu espanto, o portão da garagem estava arrebentado. Na garagem ele via uma Kombi branca com o escrito "Prefeitura de Manaus" na lateral. Havia um cone de trânsito preso embaixo do veículo. "Mas que caralho é esse?", pensa Berinaldo. Chegando na porta de casa, a fechadura estava arrombada. "Merda, foi aquele imbecil do Adílson!", pensa Berinaldo furioso. Ao entrar em casa, ele vê as roupas de Adílson espalhadas pela sala e uma calcinha com o fundo amarelado em cima da TV. Antes de esboçar qualquer reação, Berinaldo escuta gritos vindos do seu quarto. "QUEM É VOCÊ? QUEM É VOCÊ? QUEM É VOCÊ?". Berinaldo corre para seu quarto como um raio. Ao chegar lá ele vê Adílson pelado, mas com os sapatos pretos calçados. Adílson estava com os olhos vermelhos, alguns cortes pelo rosto e as mãos esfoladas. Ele dava várias joelhadas na buceta de uma garota semi-nua.

- [Adílson, olhando para a garota] QUEM É VOCÊ? QUEM É VOCÊ?
- [Garota] VOCÊ QUE ME TROUXE AQUI, PORRA!! AI! AIIIIIII!!!!
- [Berinaldo] Adílson, que porra é essa? LARGA A GAROTA AÍ!
- [Adílson, dando joelhadas na garota] QUEM É VOCÊ? QUEM É VOCÊ?
- [Garota] CARALHO, VOCÊ BEBEU 3 GARRAFAS DAQUELA MERDA DE BEBIBA E ME TROUXE PRA CÁ! SE NÃO TIVESSE BEBIDO VOCÊ LEMBRAVA, VIADO!!! AIIIII!!!
- BEBIDA DE MERDA? BRASILBERG É BEBIDA DE MERDA???

Adílson pega a cabeça da garota e gira ela toda para trás. Ouve-se um estalo forte e a garota cai no chão revirando os olhos. Berinaldo entra em pânico.

- MERMÃO, O QUE VOCÊ FEZ??
- Ela falou mal da bebida sagrada. Dei uma corretiva nessa puta.
- MEU DEUS!!! MEU DEUS!!!
- É fibra!

São 9:20 da manhã. Berinaldo e Adílson estão sentados na sala. Adílson continuava pelado e com os sapatos calçados. A garota, desfalecida, estava encostada na mesinha de centro. Sua calcinha de fundo amarelado cobria seus seios.

- [Berinaldo, respirando fundo] Bom...bora devagar: cadê o meu carro?
- Que carro?
- Meu Ômega, porra!
- Sei lá. Fica com o Kombão aê. Cabe mais gente.
- Você acha que eu vou sair por aí com a Kombi da prefeitura? Tá maluco? E para onde você saiu?
- Sei lá. Fui andando por aí. Acho que parei num buteco na Compensa.
- Puta que pariu! E como é que você trocou meu carro por essa Kombi? E como essa menina veio parar aqui?
- Sei lá. Bebi um pouquinho de Brasilberg no buteco e de repente eu já acordei aqui com essa piranha chupando minhas bolas. Não me lembro como ela apareceu aqui e desci o braço. Mas, porra, como tu reclama com besteira!
- RECLAMO COM BESTEIRA? Você matou essa mina!
- Ela não morreu. Ela tá de boa.
- Ela tá ficando roxa!
- Impressão tua.
- Cara, tu matou essa mina!!!
- Cala a boca, fresco. Ela só desmaiou. Mas deixa eu arrumar essa budega.

Adílson se levanta e bota a garota nos ombros. O pescoço da menina balança para a direita e se ouve um estalo parecido com um galho quebrando. Adílson entra na Kombi e joga a garota no banco traseiro.

- [Berinaldo] Você vai sair pelado?
- Na raça. Vou trazer de volta aquela merda do seu carro. Tu parece uma moça reclamando...
- E o que você vai fazer com essa mulher?
- Não interessa. Volto antes do almoço. Fibra nessa porra!

Adílson arranca de ré com a Kombi da prefeitura e segue na rua pela contramão.


Continua...


*BÔNUS: Cena clássica de "Stallone Cobra" (dublado). Uma verdadeira obra-prima da sétima arte:



Se quiser ver o filme completo, clique aqui.

sábado, 6 de dezembro de 2008

CONTOS DEMENTES - As aventuras de Adílson em Manaus (parte 1)



Depois de um pequeno acidente em seu vôo para Manaus, Adílson sai do aeroporto com sua mochila jeans da Medley no ombro. Ele entra no primero táxi que encontra. O taxista é um senhor de idade que está fazendo as cruzadinhas do jornal.

- [Taxista] Bom dia!
- [Entregando um papelzinho amassado] Me leva nesse endereço aê.
- É pra já.

O taxista entra na avenida e puxa conversa.

- Viu o acidente que teve agorinha no aeroporto? Parece que teve um pouso de emergência.
- Tô por fora. Deve ser coisa besta.
- Coisa besta? O avião saiu da pista e um monte de gente morreu! Tão falando aqui no rádio!
- Besteira.
- [Encabulado] Bem...mas é sua primeira vez aqui em Manaus?
- Segunda.
- Gosta daqui?
- Não. Só venho aqui pra comer puta e encher a lata.
- [Sem graça] Ah...tá. Vou botar uma musiquinha pra gente.

O taxista liga o rádio. Está tocando "Maria Magdalena", da Sandra, em um programa de flashback. Adílson olha para o relógio e se vira para o taxista.

- Aí, vovô, acelera essa porra! Tenho que chegar nesse endereço em 5 minutos. Tô atrasado!
- Mas o que vo...
- [Esgoelando o taxista] ACELERA, VOVÔ! É URGENTE!!!

O taxista se assusta e mete o pé no acelerador. O carro voa pelas ruas.

- [Taxista, sendo esgoleado] M-moço, não sou de dirigir depressa!
- Foda-se. Acelera aí. Fibra nessa porra! Te pago mais 5 pilas pela corrida!
- Mas tem c-como você parar de apertar meu p-pescoço?
- É uma.

Adílson para de esgoelar o taxista e tira um garfo de sua mochila. Ele encosta o garfo na costela do senhor.

- Se você não chegar a tempo, eu te espeto com esse garfo. Acelera, caralho!
- N-NÃO PRECISA DESSA V-VIOLÊNCIA TODA!
- Porra!

O táxi se aproxima de uma escola de nível fundamental. Crianças estão atravessando na faixa de pedestres em frente da escola.

- [Taxista] Vou ter que frear! Tem criança ali!!!
- Se você pisar no freio, você vai sentir meu garfo no teu fígado.
- [Acelerando] AHHHHHHHHHHHHH!!!
- Fibra, caralho!

Adílson encosta o dedo no bigode, entra em transe e o táxi dá um salto por cima da faixa de pedestre. Ao aterrisar, um dos pneus acerta a cabeça de uma das crianças, que desmaia.

- [Taxista] COMO É QUE O CARRO FEZ ISSO?? JESUS AMADO!!!
- Na raça. Pé na tábua nessa budega!

O táxi vira a esquina cantando pneu. Uma das calotas voa longe. Logo em frente, o semáforo fica vermelho. Uma velhinha atravessa a rua.

- [Taxista] Jesus, eu vou atropelar aquela senhora! AHHHHHHHHHHHHH!!!
- Vovô, tu é um fresco.

Adílson puxa um pêlo do bigode e joga no assoalho do carro. O carro, repentinamente, dá uma virada brusca para a esquerda e apenas o retrovisor atinge a velhinha de raspão. A velhinha cai de cara no chão.

- [Taxista] Meu Deus! E-Eu acertei aquela senhora! Eu tenho que socorrer ela!!!
- [Espetando com o garfo] Nem tenta, vovô! Acelera essa porra que meu tempo tá acabando!

O taxista continua dirigindo a quase 100 km/h. Em menos de 10 minutos ele chega no destino de Adílson. O taxista estava tremendo de tão tenso.

- [Adílson] É aquela casa ali.
- T-tá!

O taxista pára o carro em frente da casa que o Adílson apontou.

- [Taxista] Ai, meu braço esquerdo tá doendo! A-acho que é o meu coração!
- É a vida. Mas aí, toma a grana da corrida com 2 conto de acréscimo. Ia dar 5, mas mudei de idéia. Toma também um Nutry que eu ganhei no avião.
- [Segurando o peito] Ai, acho que isso é enfarte! Me ajuda, ahhhhh...
- Falou, vovô.

O taxista desmaia e cai de cara no volante. A buzina do carro dispara.

- Aí, vovô, vendo Maguila Grill e instalo na tua casa! Também arrumo parte elétrica, lavo sofá e mais um monte de coisa. Pega meu cartão. Qualquer coisa me dá uma ligada.

Adílson deixa seu cartão xerocado no painel do carro e entra na casa pulando o muro. Ele corre até a porta e a arromba com um chute. Seu primo, que está deitado no sofá, leva um susto.

- Porra, Adílson! De novo chutando essa porta? Caralho, aperta a porra da campainha!
- Cala a boca! Estou com pressa. Liga a TV no Globo Esporte! Rápido!

O primo de Adílson liga a TV e sintoniza no Globo Esporte. Adílson fica concentrado na TV coçando o bigode.

- [Adílson] O Guarani perdeu o jogo de ontem?
- Perdeu.
- Merda.
- Ei...mas que barulho de buzina é esse do lado de fora? O cara tá buzinando sem parar!
- Tô por fora. Deve ser coisa besta. Vou ali dar um cochilo.
- Tá.

Continua...

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

SEMANA MACHO - Adílson no vôo 1044



Adílson estava indo para Manaus visitar um primo e conhecer um puteiro novo que apareceu na cidade. Ele tinha ganho o dinheiro da passagem em uma partida de truco, na qual ele ameaçou de morte todos os jogadores caso perdesse.

Dentro do avião, Adílson esperava o tempo passar com uma mochila jeans no colo, a sua única bagagem. Ao seu lado havia um rapaz que não parava de digitar em um laptop. O barulho do teclado já estava irritando o bigodudo.

- Moleque, o que você tá escrevendo aí?
- Estou escrevendo um post pro meu blog.
- "Brógui"? "Pôsti"? Que porra é essa?
- É tipo um diário virtual onde você pode falar de qualquer assunto. Meu blog fala de bandas de rock [mostra orgulhoso sua camisa do Metallica].
- Banda de rock? Tu dá a bunda, meu filho?
- Como..?
- Tu dá a bunda? Porra, ficar escrevendo sobre esse monte de macho cabeludo? Enche essa porra de "brógui" com foto de buceta. Internet só serve pra mostrar mulher pelada e putaria.
- [Sem graça] ...
- Mas aí, vendo Maguila Grill e instalo na tua casa! Também arrumo parte elétrica, lavo sofá e mais um monte de coisa. Pega meu cartão. Qualquer coisa me dá uma ligada.

Adílson tira um pequeno pedaço de papel xerocado da mochila com o texto: "Serralhero. Lavo sofá. Fasso churrasco. Elétrica em gerau. Vendo Maguila Grill. Adílson: 9969-6969."

O rapaz, apreensivo, pega o cartão e guarda no bolso.

- [Adílson] Vê se liga, porra! Tu tem cara de barão, deve pegar puta todo dia.
- [Amedrontado] Tá...

A aeromoça se aproxima com o carrinho de bebidas.

- [Aeromoça] O senhor gostaria de beber alguma coisa?
- Tem Brasilberg?
- Não. Mas temos Campari, uísque, vodka...
- Campari é bebida de puta. Some da minha frente!
- [Sem graça] É...com licença...

Irritado e sem ter o que fazer, Adílson puxa assunto novamente com o pobre rapaz ao seu lado.

- [Apertando o pau por cima da calça] Moleque, me empresta seu computa aí. Bota num site de putaria filé para eu ver. Tem nada pra fazer nessa porra!
- Você quer meu laptop para entrar em site pornográfico?
- É. Se for bacana eu bato uma.
- Você vai bater punheta aqui?
- É. E qual o problema? Quer bater pra mim, filho da puta?

Antes de Adílson terminar de falar, o avião entra em turbulência. O avião subia e descia como se estivesse em uma montanha russa. Gritos de desespero ecoam pela aeronave. Para completar, uma turbina da asa direita começa a soltar fumaça e fazer um barulho estranho. Adílson vê a turbina soltando fumaça e cutuca o rapaz.

- [Adílson] Moleque, acho que a gente vai rodar!
- [Olhando para a turbina avariada] MEU DEUS!!! MEU DEUS!!! AHHHHHHH!!!!
- Esse avião precisa de heróis.

Adílson se levanta e, com muita dificuldade, vai na direção da cabine. No caminho ele encontra a aeromoça tentando apertar os cintos de sua poltrona.

- [Aeromoça] SENHOR, VOLTE JÁ PARA SUA POLTRONA E APERTE OS CINTOS! ESTAMOS COM PROBLEMAS!
- Não enche, filho da puta.

Adílson chega perto da cabine e tenta abrir. Estava trancada. Com um chute ele arromba a porta. Rapidamente ele entra na cabine e assusta um dos pilotos:

- EI, O QUE VOCÊ TÁ FAZENDO AQUI? TÁ MALUCO? SAIA LOGO DAQUI!
- Entro onde eu quiser.

Com um tapa Adílson faz o piloto voar do assento e desmaiar. O outro piloto arregala os olhos:

- MEU DEUS, VOCÊ ATACOU O CO-PILOTO! AGORA ELE DESMAIOU E NÃO TENHO NINGUÉM PRA ME AJUDAR! QUER MATAR A GENTE???
- Foda-se.
- [Falando com o rádio] TORRE, ESTAMOS COM PROBLEMAS! ESTOU EM TURBULÊNCIA E A TURBINA 3 PAROU! E AINDA ENTROU UM MALUCO NA CABINE!!!
- Deixa eu dirigir nessa merda.
- Você é piloto??
- Já pilotei balsa em Tocantins. É tudo a mesma merda.
- Meu Deus...tá, assume o lugar do co-piloto!

Adílson assume o lugar do co-piloto. Ao sentar, fica irritado com o painel:

- Caralho, quanta luzinha e plim-plim na minha orelha. Tomar no cu.
- O quê..?

Adílson começa a esmurrar o painel e puxar a fiação. O painel começa a soltar fumaça e faíscas. O piloto fica estarrecido:

- CARA, O QUE VOCÊ TÁ FAZENDO? VOCÊ ESTÁ DESTRUINDO NOSSOS INSTRUMENTOS!!!
- Isso aê. Instrumento é coisa pra banda. Aqui é fibra.
- M-mas como vamos nos orientar sem os instrumentos? Você está louco???
- Cala a boca.

Adílson encosta os dedos no bigode e entra em transe. Depois de alguns instantes ele volta a si.

- [Adílson] Meu bigode analisou a corrente de ar e toda a vibração do ambiente. O aeroporto tá naquela direção [aponta para a direita].
- C-Certeza..?
- [Olhando feio] Tá duvidando?
- Ok, ok! Mas com essa turbina 3 parada vai ser difícil aterrisar!
- Fica frio.

Adílson tira um pêlo do bigode, dá uma lambida e o joga no painel. Milagrosamente a turbina 3 volta a funcionar.

- [Piloto] Meu Deus, como você fez isso??
- Na raça. Agora temos que pousar essa merda.
- A pista de pouso está logo ali! M-Mas...o trem de pouso não está funcionando! Você arrebentou o botão que aciona o trem de pouso!
- Trem de pouso é coisa de viado. Bora aterrisar arrastando a lataria. Filho da puta.
- MEU DEUS!!! AHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!
- Fibra nessa porra!

Adílson manobra como se fosse um piloto experiente e faz o avião aterrisar arrastando a barriga na pista. Faíscas saem do atrito da aeronave com o chão. O avião acaba ultrapassando o limite da pista e capotando em um gramado logo a frente. O avião pára de cabeça para baixo.

- [Piloto] Ai...ai...não sinto minhas pernas...ai...
- Porra, capotagem besta dessas e você já tá gemendo? Levanta e vira homem. Mas aí, se quiser comprar um Maguilla Grill eu vendo e instalo. Toma meu cartão.

Adílson joga o cartão perto do piloto e sai da cabine. Ao entrar na ala dos passageiros, vê poltronas reviradas e corpos para todo o lado. Ele trata de procurar sua velha mochila jeans e vai na direção da porta, que estava fechada. Com um soco ele atravessa o vidro e abre a porta pelo lado de fora. Adílson sai correndo na direção do aeroporto e desaparece no horizonte.




sábado, 11 de outubro de 2008

SEMANA MACHO - Adílson vai à zona



O puteiro de Dona Vitória (o popular "Amarelinho") estava agitado. Localizado na beira de uma BR, o local era bastante movimentado e raramente se encontrava vazio. Perto das 2:30 da madrugada, uma Belina verde estaciona na frente do estabelecimento. A Belina era bem velha, com um farol queimado, pneus carecas de tamanhos diferentes, ferrugem pela lataria e alguns buracos de bala na tampa traseira. Colado no vidro lateral víamos um papel escrito com caneta Bic: "Serralhero. Lavo sofá. Fasso churrasco. Elétrica em gerau. Vendo Maguila Grill". De repente um moço de bigode bem forte sai de dentro da Belina. Ele tinha um revólver preso na cintura. De cara fechada, ele se dirige para o interior do puteiro. O flanelinha se aproxima:

- Ai patrão, a Belina vai ficar bem vigiada!
- Tu não vai vigiar nada. Só homem vigia meu carro. Desencosta, filho da puta.
- [Assustado] T-Tá beleza, patrão...

O bigodudo entra no puteiro com passos firmes. Dona Vitória vai recepcioná-lo com um sorriso no rosto:

- Boa noite! Qual o nome do senhor?
- Adílson.
- Bem-vindo! O que o senhor deseja?
- Quero puta. Quero comer cu. Tô na pilha.
- Ah! Bem, a Vilmara ali é especialista em anal. Acho que vo...
- [Puto] Tá me estranhando, porra? Odeio magrela. Magrela é coisa de viado filho da puta. Quero uma mulher bunduda. Bundão mesmo, daquelas de encher a mão. Se tiver celulite e for baranga, melhor ainda. Mulher bonitinha demais é coisa de fresco!
- T-tudo bem. Entendi. É...deixa eu ver se Marlene tá disponível.
- É pra ontem.

Um caminhoneiro bêbado que estava sentado em uma mesa ao lado aponta para Adílson:

- Qualé, bigode? Tá querendo botar moral por aqui? Tá falando alto assim só porque tem esse revólver na cintura!

Como um raio, Adílson corre na direção do caminhoneiro e dá um tapa no seu ouvido. O homem voa uns 3 metros pelo ar e cai no chão tendo convulsões. O puteiro inteiro fica em silêncio. Dona Vitória se aproxima correndo:

- Senhor Adílson, não quero confusão por aqui! Por favor! E a Marlene tá disponível, só que ela tá cansada demais. Ela já atendeu 6 clientes hoje. Ela quer se lavar e descansar um pouco antes de te atender!
- Se lavar? Descansar? Porra, ela vai dormir com homem! Chama essa puta.

Aborrecida, Vitória some para dentro do puteiro. De repente ela aparece com uma mulher gorda, cheia de olheiras, com o corpo entupido de estrias e celulite. Sua maquiagem estava toda borrada.

- [Vitória] Essa é a Marlene.
- Show! Já tô de pau duro. Bora logo pro quarto.

Ao subir para o quarto, Adílson tira a roupa em menos de 10 segundos. Como a puta demorou para tirar a roupa, Adílson pula em cima dela e rasga suas roupas com os dentes. Depois ele começa a transa direto com sexo anal, sem qualquer preliminar. Quando Marlene começa a sangrar, ele dá um tempo e parte para o sexo vaginal. Quando a vagina começa a sangrar também, ele volta para o anal.

- [Marlene, sangrando muito] Ai, moço...não aguento mais...tá doendo...ai...
- Puta fresca. Nem comecei!

Irritado, Adílson volta para o hall do puteiro onde estava Dona Vitória:

- Aê, aquela puta não tá com nada. Ela não deu conta do serviço. Quero outra!
- Bem, o senhor pode escolher as moças daquela mesa ali.

Adílson chega na mesa e pede para as 4 putas o acompanharem. Em menos de duas horas, Adílson desce furioso:

- Esse puteiro é uma merda! Essas putas não aguentam nada. E eu nem gozei ainda.

Dona Vitória tenta acalmar a situação:

- Senhor Adílson, hoje o movimento está meio fraco. Volta na sexta que a casa vai estar cheia! Te garanto que vão ter meninas melhores!
- Não vai ter segunda vez, dona. Inté.

Adílson puxa um pêlo branco do bigode, dá uma lambida e o joga na entrada do puteiro. Ele liga o carro e acelera pela BR indo pela contramão.

Dentro do puteiro, as lâmpadas começam a estourar. As garrafas de cerveja explodem. Os espelhos trincam. Dona Vitória e os clientes ficam assustados, mas antes de fazer qualquer coisa, todo o puteiro explode em uma grande bola de fogo. Os bombeiros demoram 50 minutos para chegar ao local, mas já era tarde demais. O "Amarelinho" tinha virado pó.

A única coisa que sobrou do puteiro foi uma garrafa de Brasilberg, que estava intacta.


Aguardem pelos próximos posts com 110% de pura testosterona!