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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

O pinto do Humberto



Baseado em uma história real


Ricky é um garoto de programa requisitado. Estava na academia desde meio-dia, horário que gostava de frequentar por ser pouco movimentado. No som ambiente rolava uma rádio de flashback e "Maria Magdalena" da Sandra tocava em alto e bom som. "Isso é música de bicha", pensou. Ricky estava muito suado e se encarava no espelho enquanto malhava seu peitoral depilado. "Preciso perder as calorias daquele maldito Sonho de Valsa", pensava. Quando se dirigia a um novo aparelho de musculação, recebe uma mensagem no seu celular:

"Quero um programa com você AGORA. Hoje eu quero algo totalmente diferente. Apresse-se, pois tenho drenagem linfática às 15h ! Chegue aqui por volta das 13h. Abç - Humberto"
Ricky olha no relógio e vê que são apenas 12:22h. "O Humberto ferrou com minha malhação. O que ele vai querer hoje? Maldita bicha!", pensa Ricky, enquanto corre na direção de seu Punto amarelo recém comprado. Ricky já conhecia Humberto de outros programas e só sabia que ele era uma rico empresário de Brasília e uma figura bastante conhecida dentre a elite local. Além de rico, Humberto era também bastante estranho, ainda mais se pensarmos que ele era um senhor de 53 anos e com fama de pegador da mulherada da capital. Todos os programas com Humberto não envolviam sexo, coisa que deixava Ricky encabulado. No último programa, por exemplo, Humberto estava maquiado e de cinta-liga em cima de sua cama, pedindo para ser espancado com um rodo. E esse foi um dos programa menos esquisitos.

Às 12:50h Ricky chega no apartamento duplex de Humberto. Humberto abre a porta vestido apenas com um roupão de banho branco e segurando uma taça de vinho.

- [Humberto] Olá. Pode se sentar. Vou no banheiro me preparar.
- E o que vai ser hoje de tão diferente?
- [Sorriso maroto] Sur-pre-sa! Fica lá no meu sofá que já volto. Se quiser tem uns DVDs pornôs ali para você assistir. Quer um vinho?
- Não, obrigado.
- Eu sei que você não se choca com qualquer coisa. Por isso gosto de você. Você se acha o garoto de programa do futuro, né? Hahahaha!
- Exatamente. Não tenho frescuras.
- Então espere um pouquinho.

"Esse cara me deixa nervoso. Maldita bicha", pensava Ricky, enquanto colocava um pornô do Alexandre Frota no home theather.

Após esperar por 20 minutos, Ricky vê Humberto sair do banheiro totalmente nu e segurando algo na mão. "O que essa bicha está segurando?", pensava Ricky. Antes que Ricky perguntasse algo, Humberto abre a mão e mostra um pequeno pintinho.

- [Ricky] O que você quer fazer com isso??
- Relaxe. Segura ele, por favor.

Ricky pega o pintinho. Humberto prossegue:

- Preste atenção: vou bater uma punheta. Quando eu estiver gozando, eu quero que você dê um tapa no pintinho para eu gozar em cima.
- Um tapa? Tenho que matar o pintinho?
- Não necessariamente, mas tem que ser um tapa bem forte. Se o pintinho morrer, não fará diferença.
- Certo. E depois?
- Depois é depois. Apenas faça o que eu pedi.

Rcky ficou segurando o pintinho enquanto Humberto se masturbava olhando para o filme pornô do Frota que passava em sua TV de plasma de 50 polegadas. "V-vou go-go-go-gozaaar!", disse Humberto. Ricky imediatamente dá um tapa forte no pintinho, que solta um piado alto, e Humberto goza em cima da ave. "Pode soltá-lo", avisa Humberto. Ricky solta o pintinho no chão e assiste o bicho andar cambaleando e sem rumo com a cabeça toda gozada.

- [Ricky] E agora?
- E agora você pode ir embora. Seu dinheiro está naquele móvel perto da porta.
- Bom, é só isso mesmo?
- Sim. Algum problema?
- Nenhum, nenhum. Estou indo, abraço.
- Um abraço!

Ricky pega seu dinheiro e desce pelo elevador. Na portaria do prédio de Humberto, recebe uma mensagem de Dona Sueli, uma promotora paralítica que já era sua cliente assídua. "Droga, essa velha de novo. Pelo menos não é uma maldita bicha", pensa Ricky. Dona Sueli queria vê-lo às 22h para um "jantar romântico".

Ricky entra em seu Punto amarelo e acelera rumo a academia para terminar sua malhação. "Preciso queimar as calorias daquela maldita torrada com Nutella", pensava.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Clipes escrotos que você não deve assistir



Então, mesmo tendo um gosto avant-garde fiquei viciado nessa merda. Não corram o risco,não vejam isso.

E é.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Histórias do Parque da Cidade



Aqui em Brasília, o Parque da Cidade Sarah Kubitschek é um ótimo local para se praticar esportes, caminhar ao ar livre e levar seu filhinho pentelho para andar de velotrol. Com 4,2 milhões de m², é área verde que não acaba mais. Se você visita Brasília, você tem a obrigação de visitar o parque e apreciar sua bela paisagem. Para estimular sua visita ao nosso famoso parque, vou contar algumas histórias lindas e emocionantes que já ocorreram nesse local. Pegue o desfibrilador e o lenço, pois as histórias vão tocar no fundo de seu coração.


O Papapau



Alguns anos atrás, meu amigo Aranha andava de patins pelo parque. Era uma bela manhã de sábado e o dia estava ensolarado. Aranha estava com o fone de ouvido no volume máximo (ele está ficando surdo por causa disso...) e apreciava as gostosas que corriam a sua volta. Perto da área dos pinheiros, um moço musculoso que corria de sunguinha se aproxima:

- [Cara musculoso falando rápido] PAPAPAU?
- Hein?
- PAPAPAU?
- Como??
- PAPAPAU? PAPAPAU?!

Aranha tira o fone de ouvido para tentar entender melhor:

- [Aranha] Cara, você pode repetir?
- [Irritado e falando pausadamente] DEIXA-EU-CHUPAR-O-SEU-PAU?
- Tá maluco, cara?! Porra, não curto isso! Qual é??
- Me desculpe.

O musculoso sai de perto e continua sua corrida como se nada tivesse acontecido.

Meses depois eu estava com a Aranha naquela área parque perto do parque Nicolândia. A área é um ponto de encontro de marombeiros e tem vários locais para se praticar exercícios, com barras fixas, paralelas e coisas do gênero. Estávamos passando perto das barras quando o Aranha ficou paralisado:

- [Aranha] Cara....lembra do Papapau?
- Claro.
- Olha ele ali...

Aranha me aponta para a barra, onde um cara muito musculoso fazia levantamentos com apenas um braço. O cara parecia uma versão anabolizada e morena do Miguel Falabella. Me virei para o Aranha:

- Quer ir lá e dar um "oi" pro seu amigo?
- Vai tomar no cu! E bora correr que ele me viu.

Saímos de fininho do local.


O maníaco das paralelas




















Se você for praticar exercícios em algum "circuito inteligente" do parque, tenha muito cuidado com o maníaco das paralelas. Essa figura pratica paralela em todos os aparelhos possíveis, MENOS nas paralelas! Enquanto se exercita ele gosta de gritar repetidamente "SÓ EU CONSIGO! SÓ EU CONSIGO!". Em uma ocasião ele subiu em cima do circuito inteligente e ficou praticando paralela em cima da barra fixa(!). Demente é pouco.

Como esse cara é muito forte e gosta de se exercitar de um modo nada ortodoxo, todo mundo sai de perto com medo da figura. Já me disseram que ele já tentou praticar paralela em cima de uma lixeira, mas a coisa não deu muito certo. Será que ele quer aparecer? Ele gosta de praticar paralela de um jeito complicado? É demente? Ninguém sabe.

Se você avistar esse cara, mantenha uma distância segura. Se ele se aproximar demais, saia correndo.


O estacionamento do amor



O parque da cidade tem vários estacionamentos, que são amplos e espaçosos. Na calada da noite, vários deles são pontos de pegação de casais que não têm grana para pagar um motel (desconfie dos carros com vidros embaçados...). Outros já são famosos por serem pontos de encontro de gays.

Um tempo atrás, o Amazonas resolveu entrar no chat da UOL para tentar descolar alguma garota que quisesse uma noite de sexo saudável. Como era de madrugada ele acabou encontrando um outro tipo de público querendo um sexo "saudável". A conversa que rolava na sala era sobre o parque da cidade e o Amazonas ficou na dele lendo o interessante papinho dos másculos rapazes. A conversa foi mais ou menos assim:

PERONCA 1: Alguém aí apareceu ontem no estacionamento XXX do parque?
PERONCA 2: Ontem eu fui. Tava bombando!
PERONCA 1: O que rolou de tão bom?
PERONCA 2: Nossa, teve um monte de coroa com carrão querendo putaria. Teve muito garotão também.
PERONCA 1: Você se deu bem?
PERONCA 2: Claro! Catei dois coroas, levei um boquete dum titio e fui enrabado por um PM. Muito show!
PERONCA 1: Você seguiu aquela minha dica de limpar o rabo com Lacto Purga?
PERONCA 2: Sim. Dica show! Botei dois tabletes dentro do meu cu e caguei por meia hora. Meu cu ficou limpinho. O PM nem reclamou de sujeira.
PERONCA 3: Fala galera! Eu acho que a gente deve pintar lá na próxima quinta. Na semana passada a coisa foi louca.
PERONCA 1: Por que?
PERONCA 3: Além de estar todo mundo se comendo dentro dos carros, teve um coroa lá que chegou num Mercedes que arrepiou. O cara saiu do carro, arriou as calças e botou as mãos em cima do capô. Neguinho fez fila pra comer o coroa! Putaria ao vivo e a cores! Ele nem via quem comia ele.
PERONCA 2: UAU! Tenho que ir e ver também!
PERONCA 3: Bora sim! Esse cora só pinta nas quintas. Ele é casado e a corna da mulher dele nem sabe. Comeram o coroa por uns 40 minutos sem parar. O coroa tem cu de titânio.
PERONCA 1: KKKKKKK. Temos que ir lá sim. Me liguem que eu tô pilhadão por uma enrabada sagaz!
PERONCA 2: OK.
PERONCA 3: OK!


Amazonas sai do chat e vai dormir.

***

Gostaram? Então não percam tempo e visitem o parque vocês também!

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

FIGURAS BISONHAS - Satã, o cavalo psicopata (final)



Bruno ficou de licença para tratar da torção no tornozelo. Depois de duas semanas afastado ele retornou para o quartel. Numa bela manhã, ao ir para o estábulo, Rogério (nome fictício), um colega da polícia montada, se aproxima correndo:

- BRUNO! BRUNO!
- Que foi?
- O Satã sumiu!
- É?!
- Ele fugiu. Ninguém sabe como. A porta do estábulo tá aberta. Ele sumiu!!!
- E aí?
- E aí que se ele sumir, o Godinez vai botar no rabo de todo mundo. Ele vai mandar prender geral!
- Ai, ai...então bora procurar esse puto!
- Bora logo! Já tem gente procurando ali no matagal.

No caminho, Rogério conta que Satã mandou mais dois soldados para o hospital. Um deles foi jogado no chão e quebrou o braço. O outro foi pisoteado e quebrou duas costelas. Ele também contou do plano para matar o cavalo maligno:

- Bruno, ninguém mais aguenta esse cavalo! O Wander tava pensando em botar vidro moído na comida do Satã. A gente quase fez isso, mas desistimos. Isso ia dar merda!
- Por quê?
- Porra, o cavalo ia vomitar sangue. Ia ficar na cara que tinha treta na comida dele!
- É verdade. E veneno de rato?
- Era uma. Mas qual seria a dose para matar um cavalo?
- A gente podia pesquisar. E se a gente jogasse uma cobra na baia dele?
- Era uma também...ei, tem gente gritando ali no mato! Corre!

Os dois correm em direção do matagal. Vários soldados estavam reunidos em volta de um buraco que seria transformado em poço artesiano. Lá dentro do poço estava Satã, se debatendo com água até o pescoço. Hélio, um dos soldados, estava desesperado:

- TIREM LOGO ESSE CAVALO DAÍ! MEU DEUS!!! MEU DEUS!!! ELE VAI SE AFOGAR PELO CU!!!! CARALHO, O GODINEZ VAI FERRAR A GENTE!!!!

Rogério interrompe:

- Se afogar pelo cu? Pô, cara, você tá de piada...
- NÃO, É SÉRIO! Se o cavalo fica muito tempo debaixo d'água, a água entra pelo cu e ele morre afogado! Eu já vi isso! A gente tá fudido!!!
- Tá, tá...mas como a gente vai tirar o Satã daí? Alguém vai descer lá embaixo e amarrar uma corda nele?
- Tá maluco? Esse escroto vai pisotear o cara até ele morrer afogado!
- É verdade. Alguma outra idéia?
- Tão pensando em alargar o buraco e fazerem uma rampa para ele subir. Já tem gente trazendo umas pás e picaretas.
- Porra, isso vai ser canseira!
- Canseira é ficar preso! RÁPIDO, TÁ ENTRANDO ÁGUA NO CU DO SATÃ!!! RÁPIDO!!!

Logo em seguida chegam vários soldados trazendo pás e outras ferramentas. Um grupo de soldados começa a cavar para alargar o buraco. Outro grupo jogava a terra dentro do poço, na tentativa de fazer uma rampa. Um dos soldados sugere soterrar o Satã e acabar logo com essa história, mas Hélio entra em pânico e lembra os soldados o que iria acontecer se o tenente Godinez descobrisse. Rapidamente eles desistem do plano e continuam cavando...

Depois de quatro horas de trabalho, finalmente Satã sai do poço, expelindo litros de água pelo cu. Os soldados estavam exaustos.

- [Hélio] VIU? EU AVISEI QUE ENTRAVA ÁGUA PELO CU! VIRAM? VIRAM?? OLHA A ÁGUA SAINDO!

Hélio vai correndo verificar se o cavalo estava bem e leva, de cara, uma patada na cabeça. O soldado cai desmaiado no chão. "Porra, mas que cavalo mal agradecido!", gritava Rogério. De repente surge o tenente Godinez:

- [Vozinha fina] O que aconteceu aqui, soldado Bruno?
- É...o Satã fugiu e caiu nesse poço, senhor. Mas a gente conseguiu resgatar ele!
- [Vozinha fina] Excelente! Ele está bem?
- Sim, sim! Mas o Hélio levou uma patada e desmaiou!
- [Vozinha fina] Eu não perguntei do Hélio, caralho! O cavalo está bem?
- Sim...
- [Vozinha fina] Ótimo. Agora vamos para o treinamento! Todo mundo andando, rápido!
- [Furioso] Sim, senhor...

Todos saem putos do matagal, fuzilando Satã com olhares de ódio.

Duas semanas depois, Satã acorda morto. O veterinário que fez a autópsia descobre que o cavalo sofria de uma doença grave no estômago. Com a morte de Satã, todos no quartel comemoram. A alegria foi tanta que Bruno levou todo mundo para o puteiro para festejar. Até as putas que botaram Bruno em encrenca tempos atrás entraram na roda...

O tenente Godinez foi o único que foi visto triste com a morte de Satã.

P.S: Essa história é real, assim como todas as outras da seção "figuras bisonhas". Eu apenas alterei alguns nomes para preservar a identidade dos envolvidos. Sobre esse detalhe de um cavalo morrer afogado pelo cu, eu nunca li nada a respeito. Até procurei pelo assunto no Google, mas a única coisa que eu achei foi um infeliz perguntando se um cachorro poderia morrer afogado pelo cu (clique aqui). Enfim, apenas transcrevi o que foi me contado. Se você quer acreditar em afogamento anal, isso fica por sua conta e risco.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

FIGURAS BISONHAS - Satã, o cavalo psicopata (parte 2)



Uma manifestação do MST estava fora de controle. A manifestação ocorria no interior de Minas Gerais em uma BR, que estava bloqueada com pneus em chamas e pedras. Os manifestantes estavam atacando qualquer um que chegasse muito perto ou tentasse furar a barricada. A PM estava no local com uma centena de soldados para controlar a situação, mas eles tiveram que fugir da chuva de pedras e de manifestantes furiosos armados com foices e machados. Duas viaturas da PM já tinham sido viradas e destruídas. Quem poderia salvar os PMs de uma enrascada dessas? Quem? Quem? A polícia montada, claro.

Bruno estava dentro de um ônibus da PM indo para a manifestação com mais três dezenas de homens, todos da polícia montada. No meio do caminho, um policial o cutuca:

- Cara, é você o maluco que ficou com o Satã?
- É.
- Olha, um toque: não passe com aquele bicho perto de pontes ou barrancos. Ele gosta de jogar quem estiver montado nele lá para baixo. Teve um que quase empacotou.
- É? Caralho, esse cavalo tá me dando nos nervos! Ele quase arrancou minha orelha na semana passada e ainda quis me pisotear!
- Eu sei. Olha, o tenente Godinez proibiu qualquer um de te dar uns toques sobre esse cavalo maluco. Ele chegou a ameaçar com prisão quem abrisse o bico pra você. Ele ama esse cavalo, sabe? E não vai com sua cara.
- Pecebi...
- O veterinário já avisou que esse cavalo é caso perdido. Depois de vários anos de serviço ele ficou totalmente pirado. Porra, ele ficou tipo um veterano de guerra surtado. Tinham que sacrificar essa porra!
- E por que não sacrificaram?
- O tenente não deixa. E todo mundo que pega esse cavalo se fode! O último foi derrubado durante uma manifestação e pisoteado pelo Satã. Quebrou as duas pernas e mais umas costelas.
- Ai!
- Mas você teve sorte, ainda tá inteirão! Ele ainda dá trabalho?
- Depois que eu dei uma surra nele com uma galho ele ficou mais calminho. Só tenta me dar coice quanto passo por trás dele. Tirando isso, tá tranquilo.
- Tá. [Olha para a janela] Bom, estamos chegando. Boa sorte! E não esquece da dica da ponte.
- Tá...

O ônibus pára e os soldados descem. Logo atrás chegam os caminhões com os cavalos. Os soldados pegam suas montarias e aguardam ordens. O comandante se aproxima:

- Atenção, soldados! Como vocês podem ver a situação está crítica. Temos soldados cercados ali no meio da manifestação e algumas viaturas viradas. Nossa missão é dispersar essa multidão e controlar a situação. EM FORMAÇÃO!

Os cavaleiros se organizam em duplas e partem para cima da manifestação com os sabres na mão (a polícia montada usa um sabre para atacar). A coisa estava feia: alguns dos PMs que chegaram primeiro estavam cercados e se defendiam dos manifestantes com escudos. Outros, mais azarados, estavam caídos no chão apanhando de todos os lados. Bruno se dirige para os PMs que estavam apanhando.

Ao chegar perto dos manifestantes, vários partem para cima dele com foices e machados. Nesse instante, Satã apresenta outro surto psicótico: começa a empinar para jogar Bruno no chão. "Seu filho da puta! Agora não!!!!" gritava Bruno. Na terceira empinada do cavalo, Bruno cai no chão. Ao cair, ele ouve um estalo no tornozelo esquerdo. Antes de conseguir se levantar, ele já estava cercado pelo MST. Bruno apanhava de manifestantes pelo lado esquerdo e do lado direito levada mordidas e patadas de Satã. Para completar, três manifestantes se aproximam com foices e facões, loucos para degolarem alguém. Bruno, em desespero, se levanta mancando e tenta usar Satã como escudo para se proteger das foices (e detalhe: Satã continuava mordendo!). Em um momento iluminado, algo finalmente BOM acontece: Satã se enfurece (mais) e parte para cima dos manifestantes com foices. Ele se empina e dá uma patada na cabeça de um, que cai no chão esguinchando sangue pelo nariz. Em outro dá uma patada no meio do peito que faz o coitado voar longe. Em outro dá uma mordida no rosto que quase arranca a bochecha do coitado. Com esse verdadeiro show de fúria, os manifestantes se assustam e saem correndo. Quem fugia, Satã fazia questão de correr atrás. Nessa confusão, chega um cavaleiro perto de Bruno:

- Você tá bem?
- Não. Acho que torci o pé!
- Que merda! E seu cavalo?
- Tá ali...
- Caralho!!!

O cavaleiro via no horizonte Satã pisoteando dois manifestantes. Em seguida, o cavalo perseguiu uma mulher que lhe ameaçava com uma pedra...até sumir no meio da confusão.

Quarenta minutos depois a situação já estava sob controle. Tenente Godinez aparece para averiguar as coisas:

- [Vozinha fina] Parabéns, soldados! Tudo sob controle. Excelente trabalho! Mas soldado Bruno, onde está seu cavalo?
- Senhor, ele sumiu! Ele me jogou no chão e foi perseguir os manifestantes.
- [Vozinha fina] Então trate de achar ele.
- Mas senhor, eu torci o pé!
- [Vozinha fina] Problema seu. Vá pulando com uma perna só e procure o Satã. Se esse cavalo sumir eu te mato aqui mesmo!
- [Puto] Sim, senhor...

Bruno sai mancando pela BR, até achar Satã no acostamento tentando derrubar um manifestante desesperado que está me cima de uma árvore. Bruno pega um galho e começa a espancar o cavalo, que parte para o ataque mais uma vez...

Trinta minutos depois, Bruno volta com o cavalo e mais algumas mordidas pelo corpo:

- Senhor...aqui está o cavalo.
- [Vozinha fina] Ele está bem? Algum ferimento?
- Acho que não. Mas meu pé está doendo muito, senhor!
- [Vozinha fina] Não perguntei de você! O Satã está bem?
- Sim, senhor...
- [Vozinha fina] Ótimo. Senhores, vamos voltar para o quartel!
- ...

Continua

terça-feira, 19 de agosto de 2008

FIGURAS BISONHAS - Satã, o cavalo psicopata (parte 1)



Bruno (nome fictício) é um amigo meu que se tornou um policial militar há pouco tempo. Ele foi para Minas Gerais trabalhar no quadro mais punk da corporação: a polícia montada. Para quem não sabe, a polícia montada é sempre chamada em locais onde os soldados da PM perderam o controle da situação, como manifestações, quebra-quebras, etc. Portanto, vale a dica: se você estiver em uma manifestação e observar que a polícia montada está chegando, CORRA! A polícia montada é um sinal de que o pau vai quebrar feio e que a coisa vai sobrar para você.

Pois bem: Bruno está trabalhando em uma grande cidade mineira e, ao chegar nessa cidade, aprontou uma merda muito grande com prostitutas (infelizmente eu não posso entrar em detalhes...) que o deixou com fama de "baderneiro" dentro da PM. Ao começar os trabalhos na polícia montada, Bruno já ficou marcado pelo tenente "Godinez" (ele tinha esse apelido por causa da voz fininha, mas os soldados só o chamavam assim pelas costas), que estava louco para passar uma corretiva no novato. O tenente já tinha fama de carrasco, mas com o Bruno ele resolveu destilar um ódio especial:

- [Vozinha fina] Bom dia, soldado Bruno! Por acaso foi o senhor que apareceu na delegacia com aquelas três putas fedidas?
- É...sim, senhor.
- [Vozinha fina e sorriso macabro] Que bom saber disso! O senhor já tem uma montaria?
- Ainda não, senhor.
- [Vozinha fina] Sem problemas. De hoje em diante você irá ficar com Satã. Cuide desse cavalo como se fosse a sua mãe, entendeu? Se algo de errado acontecer com esse cavalo, você irá pagar caro, soldado! Preste atenção no que eu digo, hein?
- S-sim, senhor!

De longe um soldado puxava Satã pelo braço. Alguns soldados que estavam em fila se afastaram rapidamente do cavalo. Outros seguraram o riso. Bruno viu o cavalo de perto e não viu nada de errado. Parecia um cavalo bem normal. Parecia...

O dia seguinte foi um dia de treinamento com os cavalos. Os soldados treinavam várias formações de ataque e defesa, além de ultrapassagem de obstáculos. No fim do treinamento, chega o tenente Godinez:

- [Vozinha fina] Soldados, podem guardar os cavalos e irem para o alojamento! Está todo mundo dispensado, com exceção do soldado Bruno.

Bruno fica encabulado e se vira para Godinez:

- Eu? Por que eu, senhor?
- [Vozinha fina] Porque eu quero! Você é um merda e não domina seu cavalo. Trate de ficar mais 40 minutos treinando! Vou ali e já volto...
- S-sim, senhor!

Puto da vida, Bruno voltou a treinar com seu cavalo, agora sozinho. Tudo ia bem, até o momento em que Satã, sem nenhum motivo aparente, sai em disparada e tenta derrubar Bruno da sela a todo custo! Bruno entra em pânico, mas não larga Satã de jeito nenhum. Satã, numa atitude mais maluca ainda, vai em direção de um eucalipto que ficava ao lado do campo. "Calma Satã! Calma, Satã! PORRA!!!" gritava inutilmente Bruno. Para evitar se arrebentar na árvore, Bruno se joga do cavalo. Nesse momento Satã mostra todo o seu lado perturbado: ele se volta para Bruno e tenta pisá-lo com toda a força. Bruno, desesperado, rola pelo chão de um lado para o outro. Num rápido movimento, Bruno consegue ficar de pé e tenta se defender dos ataques. Quando ele pensa em sair correndo, Satã muda a "estratégia": ele se empina e tenta golpear a cabeça de Bruno com as patas. Entre uma empinada e outra, Satã tenta lhe dar mordidas no rosto. Em uma das tentavivas, Satã consegue morder parte da orelha de Bruno, que começa a sangrar. Furioso, Bruno dá um berro. Satã pára o ataque e encara o soldado. "Seu filho da puta! Você quase arrancou minha orelha! FILHO DA PUTA!!!", grita Bruno. Nesse meio tempo, Bruno pega um galho que estava próximo e parte para cima do cavalo. Satã se assusta e sai correndo para o estábulo. Bruno vai atrás com um galho.

Dentro do estábulo, Satã corre para sua baia. Bruno entra junto e começa a dar uma surra no cavalo, que tenta se defender dando mais patadas e mordidas. Depois de 15 minutos de combate, o cavalo abaixa a cabeça e fica parado no canto, ofegante. "Aprendeu, filho da puta? Quer me matar, porra?! Vou enfiar esse galho no seu cu!!!", grita Bruno. Antes de terminar o que prometeu, aparece o tenente Godinez:

- [Vozinha fina] Enfiar o galho onde, soldado?
- Tenente!!! É...hã...ele tentou me matar, senhor! É sério!!!
- [Vozinha fina] O que eu te disse sobre esse cavalo?
- Que eu deveria cuidar dele como se fosse minha mãe! Mas foi ele que me atacou, senhor! Olha aqui a minha orelha [aponta a orelha machucada]!!!
- [Vozinha fina] Hum, tá. Mas o cavalo está bem?
- Acho que sim, senhor. Mas o cavalo é lou...
- [Vozinha fina] ELE ESTÁ BEM?
- Sim, senhor!
- [Vozinha fina] Então está tudo ótimo! Pode se retirar para o alojamento.
- [Puto] Sim, senhor...

Continua

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Bigode solteiro procura



Vejam como o bigode mudou a vida desse rapaz: aura sedutora, fala firme e convincente. Fabio Dornelas está em busca de uma namorada, ele diz aos 2m03s:

"...eu sou adolescente, sei o que faço, irei crescer!"

Desfrute, mas cuidado para a paixão não te pegar. Argh, isso lembra até letra de pagode ruim (pleonasmo).

E é.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

FIGURAS BISONHAS - Frotinha, o pit boy



Um tempo atrás, Frotinha estava reunido com seus amigos pit boys embaixo de seu prédio. Jonas (nome fictício), meu amigo, estava junto. Enquanto o Golf tunado de um deles estava com o som no último volume, a conversa girava em torno de quem eles quebraram na última micareta, quem eles iriam quebrar na próxima festa e quantos churrascos eles iriam entrar de penetra a partir de sexta-feira. Enquanto o papo rolava, uma coisa curiosa acontecia: um gordinho de camiseta justa e sorriso bobo encarava o grupo. Ele estava perto da portaria e encarava o grupo sem parar.

- [Hugo] Frotinha, aquele gordinho mané tá encarando a gente faz tempo. Que porra é essa?
- [Frotinha] Esse gordinho tá querendo apanhar. Vou lá ver de qual é.
- Se ele apelar, chama a gente pra quebrar ele também!
- Só!

Frotinha vai em direção da portaria pisando duro. Ao chegar perto do gordinho, Frotinha o puxa pelo braço para trás da pilastra. De onde os pit boys estavam não dava para ver o que Frotinha estava fazendo. E aí o tempo foi passando, passando...

Uns 40 minutos depois o Frotinha chega. Os pit boys se assustaram com a demora.

- [Hugo] Porra, mano, o que você fez com o gordinho?
- Ué, eu tava lá...
- Tá, e fazendo o quê?
- Eu dei uma prensa no gordinho e perguntei por que ele tava de olho na gente. Daí ele falou que curte cara marombado e pediu para me bater uma punheta. Eu fiquei puto e disse: "porra, se é para bater uma, chupa logo esse caralho!". Daí ele caiu de boca.
- Caralho! Porra, não acredito nisso, Frotinha! Tenho que conferir isso aê. Ei, vocês, bora lá comigo!


Gordinho feliz

Hugo, acompanhado de mais dois pit boys, vai na direção do gordinho risonho, que está novamente perto da portaria encarando o grupo. Ao se aproximarem, puxam o gordinho pelo braço e começam a discutir com ele. Alguns minutos depois, o grupo inteiro some atrás da pilastra.

Uns 30 minutos depois o grupo inteiro volta.

- [Hugo] Aí, Frotinha, aquele gordinho é o maior viado mesmo! Ele me bateu uma e chupou o pau deles dois. Puta bichona!
- [Frotinha] Não falei? Esses viados são foda!

Jonas interrompe.

- Ô galera, quem tem tesão em homem é o quê, hein?
- [Frotinha] Qual é, cara? Tá insinuando que a gente é boiola? Se liga! A gente só tá de bobeira e curtiu uma com o viadinho. Qual é o problema?
- Nada, nada...

De repente o gordinho risonho se aproxima do grupo. Frotinha estranha.

- O que você quer agora, cara? Qual é?!
- [Gordinho] É...hihihi....faltou aquele moreninho ali [aponta para Jonas]! Hihihi!
- [Jonas] É...valeu cara, mas não estou a fim.
- [Frotinha] Escutou meu mano? Vaza logo daqui antes que eu te quebre, sua bichona. Você já chupou muita piroca hoje! Vaza! Vaza!

O gordinho se distancia do grupo de cabeça baixa. Depois dessa, Jonas nunca mais andou junto com Frotinha.

terça-feira, 6 de maio de 2008

FIGURAS BISONHAS - Frotinha, o pit boy



Já tem um bom tempo que eu conheço o Frotinha (nome fictício). Frotinha é um típico pit boy de Brasília: fortão, cheio de tatuagens, brigão, mulherengo, vive "tunando" o carro com o dinheiro do papai e passa 20 horas por dia na academia. Como eu estou longe de fazer o tipo pit boy, conheço o Frotinha apenas de vista e raramente ando nos mesmos locais que ele. Eu nunca falaria de um tipo como o Frotinha aqui no Bigotron, mas (in)felizmente, na semana passada, eu ouvi umas histórias bem estranhas do rapaz. Essas histórias rendem uns bons posts e ainda servem para analisar a mente de um típico pit boy.

Vou começar contando a história do barzinho. Vamos lá: um belo dia, Frotinha se reuniu com uns amigos em um bar aqui de Brasília. Ele tinha acabado de sair da academia e resolveu levar sua namorada junto. Lá pelas tantas a conversa da mesa caiu sobre o troca-troca masculino, que existe muito homem enrustido por aí etc, etc. Frotinha entra na conversa:

- [Nervoso] Porra, mas eu também já fiz troca-troca! Qual o problema disso?

Todos na mesa olham assustados. Sua namorada arregala os olhos. Frotinha continua:

- Um dia eu tava com o meu brother Hugo (nome fictício). A gente tava meio entediado e resolvemos fazer um troca-troca pra ver de qual é. Todo mundo fala disso, né? Aí bateu aquela curiosidade e fizemos. Ele começou me comendo e depois seria a minha vez. Mas, porra, achei uma merda!
- Ué, por quê? - pergunta Claúdio (nome fictício).
- Ah, velho, na hora de eu comer meu brother ele saiu correndo. Um filho da puta aquele Hugo! Eu até tentei correr atrás dele, mas meu cu tava doendo e não consegui dar 3 passos. Foi foda!

Revoltada, a namorada de Frotinha interrompe:

- SEU BURRO! Você tinha que ter começado comendo! BURRÃO!!!
- É...

As pessoas na mesa fingem que não ouviram aquilo e resolvem mudar de assunto.


Aguardem as próximas histórias de Frotinha!

sexta-feira, 25 de abril de 2008

FIGURAS BISONHAS - meu ex-sogro boliviano



Dia desses eu estava passando por uma quadra residencial e vi uma Veraneio estacionada. Era uma Veraneio bem velha e mal conservada, daquelas com ferrugem na lataria e escapamento amarrado com arame. "Porra, tá parecendo a Veraneio do seu Juan!", pensei.

Juan (nome fictício) é meu ex-sogro boliviano. O velho é uma figura bizarríssima. Para começar ele tem, há anos, duas veraneios velhas e acabadas que ele não vende por dinheiro nenhum do mundo. Ninguém podia dirigir aquelas velharias, só ele. O detalhe é que as veraneios eram tão velhas que viviam indo para a oficina. Se juntasse todo o dinheiro que ele gastou consertando aquelas merdas dava para comprar um carro 1.0 novinho. Ele era tão alucinado por aqueles carros que chegou a viajar para São Paulo para comprar uma ÚNICA peça da Veraneio bege-geladeira, pois essa peça não se achava em lugar algum. E o pior é que ele conseguiu!

Juan era caladão e nos raros momentos em que abria a boca ele gostava de conversar sobre cultura geral. Ele sempre vinha com esses papos de surpresa, totalmente do nada."Você sabe a origem da palavra 'ostracismo'? Sabia que o cheiro de uma pessoa é como uma impressão digital? Sabia que os astecas tinham rede de esgotos? Você sabe onde caiu o asteróide que matou os dinossauros?", eram algumas das perguntas mais comuns. Como eu era o único IDIOTA que respondia, acabei me tornando o alvo preferido dele nos momentos em que ele resolvia destilar sua vasta cultura inútil. Era uma espécie de "Jogo do Milhão", onde eu não ganhava porra nenhuma.

E como é que ele sabia tanta coisa? Simples: o cara era um leitor voraz. Lia qualquer coisa que chegasse na mão dele. E daí vem outra esquisitice: o cara guardava todos os jornais que lia. TODOS! Uma vez eu entrei no quarto dos meus ex-sogros e vi um guarda-roupa entulhado de jornal velho. Eram três pilhas imensas e muitos jornais já estavam amarelados. Cheguei a achar um jornal da década de 80! O cheiro de mofo e barata era insuportável.

O visual do boliviano também era sensacional. O velho usava SEMPRE a mesma roupa: calça social preta, camisa social de cor clara (bege ou branca) e uma botinha Zebu toda arregaçada. Não adiantava nada você dar uma roupa diferente, pois ele dava para o porteiro. O curioso também é que o cara vivia sujo de terra, pois todo o tempo livre que tinha ele ficava numa chácara localizada no cu do Judas. Ninguém da família conhecia essa chácara, pois ele não convidava ninguém. Ele sempre ia sozinho e se alguém insistisse para ir junto o pau quebrava. A única coisa que ele mostrava da chácara eram fotos, e em todas as fotos ele estava sorrindo e abraçando cachorros. Vários cachorros. Ele dizia que a chácara tinha uns 20 cães, todos vira-latas que ele achava na rua e pegava para criar. "Eu A-MO cachorro! Eles são amigos de verdade!", me disse Juan ao me mostrar as fotos. Nessa hora minha ex-sogra me puxou num canto e me falou a fortuna que ele gastava com ração de cachorro. Resolvi não render conversa para evitar confusão...

Para fechar, a esquisitice mais top do Sr. Juan: os pijamas dele. Como o velho era ginecologista(!) e trabalhava na rede pública, ele sempre dava um jeito de roubar uma daquelas roupas de paciente de hospital. Sabe aquela roupa escrota de paciente que parece uma camisola, onde a parte de trás é aberta e fechada com lacinhos? Pois é. O cara tinha vários, todos enfeitados com siglas de hospitais. O mais punk é que ele usava esses pijamas sem cueca. Ou seja: todo mundo via a bunda dele. E ele não dava a mínima! Era uma bunda murcha e cheia de estrias, uma visão que estragava o dia de qualquer um. O apetite também.


Pijaminha do Sr. Juan

Eu acho que o Sr. Juan abusou de chá de coca na juventude. Será que esse demente já morreu?