segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Bigotron Entrevista - Geraldo Helcius (Projeto Tempestas)

Rapahel e Gegê na estrada

Taí nossa entrevista com Geraldo Helcius (Gegê), que nesse momento já está na estrada com Raphael Deeter prestes a rodar toda a América do Sul, como expliquei no último post. A entrevista foi feita por email e respondida de Cavalcante (GO).

O plano inicial era que a entrevista fosse um podcast, mas como sou um vagabundo desorganizado isso acabou não rolando. Paciência.


REINALDO BRUTO: Como surgiu a ideia da viagem?

Surgiu da necessidade sair da zona de conforto e explorar novos horizontes. 

RB: O lema do projeto é "Não pagar para dormir". Lema interessante, mas não rola um cagaço de dormir numa cidade estranha? E se for no meio do nada, tipo beira de estrada? Alguma precaução especial ou vocês tocaram o foda-se?

Não é um lema...É uma regra. Preocupações tenho com formigas de fogo, elas grudam e não soltam mais. Não fazemos ideia do que nos espera e quem nos espera, mas acredito que não teremos grandes problemas, estamos preparados para acampar se necessário.

RB: Alguma chance de rolar mulher nessa viagem? E se a coisa esquentar, a pegação será dentro de barraca? Em cima da moto? No meio da estrada com areia entrando?

Possível, talvez, com alguma sorte isso acontecerá.

RB: Vocês estão levando algum tipo de arma para se proteger de bandidos e malucos em geral? Sabem lutar alguma coisa? Na pior das hipóteses, vocês são bons de corrida?

"Eles é grande, mais nóis é ruim".

RB: Vocês pensaram em todas as tretas possíveis que podem rolar numa viagem dessas? Fizeram alguma listinha das coisas que podem dar errado? Conseguem se safar de tudo, tipo o McGyver?

Tudo é muita coisa. Pensamos em algumas coisas que podem sair errado e tentamos nos precaver contra elas, mas provavelmente vai acontecer só aquilo que não esperamos, Murphy tá aí para mostrar isso. Contamos com a capacidade de improvisar e torço pra ser o suficiente, às vezes até que dá certo. Para temos a regra básica, se está se mexendo e não devia, use silvertape, se devia se mover e não está, use WD [spray desengripante].

RB: Alguém fala espanhol ou o portunhol picaretón vai dominar?

Soy expert en espñol, curto cuecuecola, cuecuetas e sorvietes de moriango.

RB: Vocês irão rodar pela América do Sul toda. Já deram uma pesquisada nas leis de cada país? Alguma lei esquisita demais ou que pode dar alguma treta?

Putz! Nem as leis brasileiras a gente sabe... Brincadeira, não chegamos a ver detalhes de leis, só coisas mais genéricas, como por exemplo se necessitamos de habilitação internacional e seguros obrigatórios. É mais fácil do que se imagina.

RB: Vocês pretendem transmitir fotos e vídeos da viagem durante todo o percurso? Como vai ser?

Pretendemos ter postagens sempre que possível nas redes sociais e um vídeo por semana, tipo um diário de bordo. Essa tarefa não vai ser fácil, já estamos na estrada a poucos dias e temos que encontrar tempo e conexão para fazer tudo isso. O tempo até rola, mas a conexão...

RB: Quanto de roupa vocês estão levando? Vai ser fácil lavar tudo isso durante a viagem? Tudo bem se a lavagem não estiver nos planos dos senhores...

Já fiz algumas viagens longas e minha regra é simples, roupas para 7 dias, chegando no sexto, coloco tudo para lavar. No entanto temos pela frente uma grande variedade climática, então tentamos prever as possíveis variações, daí carregamos um pouco mais.

RB: E se o orçamento da viagem estourar no meio do caminho? Como resolve esse pepino?

E "se"? Ele vai estourar! Não temos tanta grana assim, torcemos para conseguir bancar o suficiente até ter algum patrocínio, se precisar vamos fazendo uns bicos por aí.


***

Quem quiser acompanhar a viagem dupla, é só se inscrever na página do Facebook do Projeto Tempestas.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Dois malucos muito loucos rodando a América do Sul de motoca!

Geraldo Helcius e Raphael Deeter

Meu amigo Geraldo Helcius (vulgo Gegê) e seu amigo Raphael Deeter tiveram uma ideia do caralho: rodar toda a América do Sul em cima de duas Honda Shadows! Serão 60 mil quilômetros em uma trip de um ano. Uma viagem longa (e perigosa) para quem tem culhão! Projeto Tempestas, o nome da empreitada, tem sido planejado há um bom tempo e eles partem no dia 03 de agosto! Vai ser foda pra caralho!




Se tudo der certo, vamos divulgar fotos e vídeos da viagem, além de curiosidades e esquisitices que podem rolar no meio do caminho. Fiquem ligados!

Também temos orgulho de informar que a Bigotron Corporation está patrocinando essa viagem e, até o momento, contribuiu com um saco de 1kg de amendoim japonês, 2 garrafas de água mineral e 1 garrafa (aberta) de Brasilberg. Tudo pelo sucesso e nutrição de nossos árduos motociclistas!

Em breve publicaremos uma entrevista com os dois.

P.S: O Gegê foi responsável pelo design e cores da capa do "best of" do Bigotron e Buldozer, o livro mais enrolado famoso do planeta que ainda não foi lançado. Em breve mais novidades dessa obra-prima digna do Pulitzer.

sábado, 30 de maio de 2015

KUNG FURY completo no Youtube!

O filme mais insano e hilário de 2015 foi liberado de graça no Youtube: Kung Fury!

O filme é uma sátira aos filmes de ação dos anos 80 e mostra um policial de Miami especialista em artes marciais (Kung Fury) que volta ao passado para matar o maior lutador de todos os tempos: Adolf Hitler, mais conhecido como Kung Führer! Parem tudo e assistam logo esse clássico:


Se a sinopse ainda não te animou a assistir essa bagaça, ainda temos temos uma valquíria armada como uma Uzi, um Thor gigante, um T-Rex que serve de montaria, um fliperama Transformers psicopata e muito technopop na trilha sonora. É impossível alguém não gostar desse filme, hahaha! 

O mais legal de tudo: o filme foi realizado através de uma campanha no Kickstarter no final de 2013 e conseguiu arrecadar cerca mais de US$ 600 mil para financiar a produção. UoU!

Para maiores informações, façam uma visitinha ao site oficial:



* BÔNUS: A música tema é cantada pelo David Husselhoff, o Michael Knight de Supermáquina! Absolutamente lindo.



domingo, 24 de maio de 2015

CRÍTICA BIGOTRON - Mad Max



Fazia tempo que eu não ficava pilhado de ver um filme no cinema. Infelizmente, assisti esse novo Mad Max nessa terça-feira (19/05) e saí do cinema com aquele gosto de apresuntado vencido na boca. "Porra, é só isso?!", pensei.

Eu tinha vários motivos para estar empolgadíssimo com esse filme:

1) Eu AMO os filmes antigos (com exceção do terceiro, que acho uma merda)
2) George Miller, o diretor dos filmes antigos, estava de volta na direção
3) Toda a crítica está elogiando esse filme sem medo de ser feliz. Até mesmo em Cannes o filme foi aplaudido 3 vezes!

Diante de tantos fatores bacanas, era impossível eu me decepcionar com esse filme. Mas, como todos sabem, a vida é dark...

A história do filme, apesar de ser um reboot da série, segue a mesma vibe dos filmes antigos: Max (Tom Hardy), um ex-policial que vaga por um mundo devastado pós-apocalíptico, é capturado por uma gangue de malucos que vivem em uma cidadela comandada pelo insano Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne, o mesmo ator que interpretou o vilão Toecutter do primeiro Mad Max de 1979!). No meio dessa quizumba, ele se aproveita de uma confusão para se unir a Imperatriz Furiosa (Charlize Theron), uma moradora dessa cidadela que resolve fugir do domínio de Immortan Joe juntamente com as mulheres de seu harém em um caminhão tunado. A partir daí temos uma longa e tensa perseguição no meio do deserto entre os fugitivos e a gangue do ditador piradão.


O problema do filme nem está na história, pois, parando bem para pensar, todos os filmes antigos também tinham uma história bem simples envolvendo vingança/perseguição/redenção. O problema é justamente outro: o exagero. A impressão que eu tenho é que o George Miller escreveu o roteiro sob o efeito de benzina em apenas uma noite, depois cheirou 15kg de pó, engoliu uma cartela de ácido com uísque e foi rodar o filme no dia seguinte. Caralho, tudo no filme é absurdamente surtado e bizarro, do visual dos veículos ultra-tunados ao jeitão Darth Vader do vilão (assistam o filme que vocês irão entender...). Para vocês terem uma idéia da coisa, tem até um trio-elétrico no meio da gangue do vilão com um maluco tocando uma guitarra com um lança-chamas acoplado. E a função desse cara é apenas tocar guitarra e expelir chamas no ar para empolgar a galera! WTF?!

O Carlinhos Brown mutante do trio-elétrico

Se isso não basta para você, ainda temos um bigfoot e um misto de carro com tanque de guerra no meio da pancadaria. E olha que não estou nem na metade da lista de esquisitices...

"Porra, Reinaldo, mas nos filmes antigos também era tudo exagerado pra caralho!", poderia dizer um leitor chato mais atento. Sim, era! Mas a maioria das esquisitices era funcional e não estava ali apenas de enfeite. Se pegarmos o Mad Max 2, por exemplo, você pode até achar bizarra a presença do vilão Lorde Humungus (o Aiatolá do Rock 'n' Rolla!), mas todos os veículos, com raras exceções, parecem realmente veículos comuns adaptados para o combate em um mundo apocalíptico arruinado e sem leis. O mesmo pode ser dito do armamento usado pelos personagens (lanças, flechas, dardos, etc), em uma realidade onde armas de fogo são artigos de luxo. Tudo era improvisado e esquisito, mas havia ali uma razão das coisas serem como são.

Outro detalhe que me incomodou bastante: nos filmes anteriores você tinha a nítida sensação de estar em um futuro realmente fudido onde tudo era escasso - água, comida, munição e, principalmente, gasolina. A escassez desses elementos justificava a matança e o desespero dos personagens para conseguí-los. Nesse novo filme, entretanto, eles jogaram esse conceito (foda) no lixo! Há abundância de tudo: água, comida (leite materno?!) e, principalmente, de munição e gasolina (há vilas que produzem munição e gasolina!). Isso tira toda aquela sensação de mundo devastado "salve-se quem puder" dos filmes antigos e deixa todas as esquisitices e bizarrices com um jeitão bobo e gratuito, ficando tudo muito freak pelo simples motivo de ser freak!


Por outro lado, tenho que elogiar o filme em uma coisa: as cenas de ação. Realmente, as cenas de perseguição e destruição são de cair o queixo e quase nada de CGI foi utilizado. É tudo efeito prático, com dublê se espatifando no meio de explosões e carros capotando como nos filmes de antigamente. Nessa parte não há do que reclamar! Pense (novamente) em todas as cenas de ação de Mad Max 2 com um orçamento robusto. É tudo muito FODA!

Resumindo: se você curte os filmes antigos, tem uma tolerância grande para exageros freaks e se amarra em cenas de ação com carros, vá para o cinema e divirta-se, mas não espere nada além disso. E fique tranquilo, Mel Gibson não faz falta.

NOTA DO FILME: 2,4 bigodes (de 5)

P.S 1: Charlize Theron, mesmo interpretando uma personagem careca, com braço mecânico e com graxa na testa, ainda é linda de morrer! Charlize, eu sei que você lê o Bigotron. Então, se besunte de graxa e me liga quando der ♥♥♥ 

P.S 2: Há um anão deformado que trabalha como uma espécia de vigia da cidadela do Immortan Joe. Ao que tudo indica, eles realmente contrataram um anão deformado para esse papel e esse cara dá medo!

P.S 3: O filme está sendo acusado de ser ultra-feminista e feminazi. Sinceramente? É tudo mimimi de pseudo-intelectual punheteiro.


* BÔNUS: Foi feito um fan film em homenagem ao Lorde Humungus, vilão de Mad Max 2. Achei sensacional!



terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Recados importantes e (in)úteis

Essa foto é apenas para chamar sua atenção

Tenho vários recadinhos para os 6(?) leitores desse blog. Vamos lá, amiguinhos;

1) Estou muito tempo sem postar por aqui. Fiquem frios que o blog ainda não morreu, mas minha vontade de postar anda cada vez menor. Estou atarefado com várias coisas chatas que tomam meu tempo e meus posts são, via de regra, muito grandes e dão um trabalho do cacete para serem feitos. E, quando termino um post, percebo que quase ninguém lê. Isso dá uma brochada legal e tira todo o meu tesão de escrever (u-í!). Enfim, deixo a pergunta no ar: alguém ainda lê blog?

2) O plano de transformar esse blog em site foi para o brejo. Quem ia escrever e manter o site junto comigo está preferindo tocar outras coisas na vida e achei uma grande perda de tempo gastar grana para manter um site que eu teria que tocar sozinho. Nesse caso, melhor continuar aqui no Blogspot, que é de graça e ninguém vai encher o meu saco (com exceção do próprio Blogger).

3) Vou terminar a porra do meu livro esse ano. Juro! Talvez eu termine com o blog de uma vez por todas após o lançamento do livro. Ou não, muito pelo contrário.

4) Nossa comunidade no Facebook está mais agitada que aqui. Se quiserem ver bobagens (quase) diárias, nos acompanhem por lá: https://www.facebook.com/Bigotron

Beijo para todo(as), MUAH!

domingo, 3 de agosto de 2014

ALELUIA! Saiu o trailer de Mad Max 4!

Saiu o trailer do filme mais enrolado de todos os tempos (as filmagens começaram em abril de 2012...) que eu estou DOIDO para assistir. Vejam aí:



Mad Max: Fury Road só estréia em 2015 (!!!) e o site IMDB confirma que será um reboot, antes que você se pergunte como é que reconstruíram o Interceptor e o porquê de Max não ter envelhecido nada depois de Mad Max 3. George Miller, diretor dos 3 filmes anteriores, volta na direção e Tom Hardy substitui Mel Gibson no papel de Max Rocktansky

Espero que 2014 passe bem rápido!

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Curte peitos caídos?



Estava fazendo uma pesquisa na net por "saggy tits" ("peitos caídos", em tradução livre) e acabei encontrando um site especializado apenas nessa categoria de peitcholas. Louco, não? Segue o link:


São centenas de fotos amadoras e outras mais profissionais de garotas com peitos molengas e caidaços. Se você também curte, corra logo para o site e boa bronha divirta-se!

Mais algumas fotinhas lindas:


terça-feira, 6 de maio de 2014

Aos 38 anos você se torna um tiozão!



Pelo menos é o que diz uma pesquisa do canal de TV britânico Gold. Segundo a pesquisa, existem 30 sinais que demonstram que a tiozice chegou com força em seu corpo flácido e esse momento acontece exatamente aos 38 anos de idade. O link da notícia:


Alguns sinais de tiozice crônica:

* Dormir no sofá
* Acreditar que qualquer música moderna é igual 
* Ser o único a rir das próprias piadas
* Ter a própria cadeira
* Ter um modo particular de dançar (que inclui tocar bateria ou guitarra imaginárias)
* Não conhecer nenhum artista do Top-40
* Passar mais tempo no banheiro

Bom, tenho que discordar dessa pesquisa, pois muitos amigos meus têm 100% dessas características desde os 28 anos de idade! Ou seja: para a infelicidade de muitos, se tornar um tiozão pode acontecer bem mais cedo do que muitos imaginam. Eu até acho que certos amigos meus já nasceram tiozões!

De qualquer forma, acho que terei que revisar o manual Bigotron que ajuda a identificar tiozões. Muitas das características de tiozice listadas nessa pesquisa ficaram de fora desse ilustre manual. É sério mesmo que um tiozão passa mais tempo no banheiro?

quinta-feira, 13 de março de 2014

CRÍTICA BIGOTRON - Robocop

Bota na conta do Papa!

Quando eu soube que o diretor José Padilha, responsável pelos dois Tropa de Elite, seria o diretor do remake de Robocop, senti um misto de empolgação e medo. Afinal, Padilha já mostrou que é um diretor foda, mas será que ele conseguiria impor seu estilo de filmagem em Hollywood? Um diretor estreante em terras americanas, vindo de um país cucaracha e sem experiência no campo da ficção científica poderia ser facilmente dobrado pelos executivos FDPs de Hollywood para fazer mais um filme descartável e babaca como milhares de outros. A notícia de que o filme teria a famigerada censura 13 anos também esvaziou qualquer esperança que eu nutria por esse remake...

Pois bem: fui para o cinema com a expectativa lá embaixo...e me surpreendi. Sério, o Padilha conseguiu entregar um filmaço! Eu arrisco dizer que o filme é tão bom quanto o primeiro filme de 1987 (esqueça as continuações de merda e aquela série de TV ridícula), mas de uma forma diferente.

Para início de conversa, o Padilha fez exatamente o que prometeu: ele pegou a idéia central do filme original e seguiu por um caminho completamente diferente. Por isso é um tanto complicado comparar esse novo filme com o antigo dos anos 80. Nesse remake, a corporação Omnicorp (o nome completo da antiga OCP, caso você não tenha pescado) produz drones e robôs de combate, que são usados em guerras e missões fora dos EUA com o objetivo de poupar a vida de soldados humanos. O problema é que a Omnicorp está louca para usar esse maquinário dentro dos States para bombar seus lucros, mas, infelizmente, uma lei proíbe que drones e robôs sejam usados em solo americano. A corporação, então, pensa em um plano brilhante: eles irão pegar um homem mutilado e transformá-lo num policial robô, de forma que eles consigam burlar a lei e convencer a população de que uma polícia robótica é o "caminho do futuro". Não demora muito para aparecer na jogada o policial Alex Murphy, um policial honesto que investiga policiais corruptos e é alvo de um atentado, ficando completamente mutilado. A Omnicorp pega seu corpo e...bem, você já deve saber o resto da história.


Uma das grandes diferenças com o filme original é que agora o Robocop é produzido em cima do corpo VIVO de Alex Murphy (apesar de bastante mutilado). Ele, Robocop, é mostrado como um ser humano dentro de um corpo robótico que, apesar de todo o suporte tecnológico, ainda é humano e possui sentimentos. Esse detalhe deixou a história com um tom bem mais sombrio, pois são justamente os sentimentos de Murphy que fazem a Omnicorp pensar numa maneira de robotizá-lo ao longo do filme, de forma a deixá-lo como uma máquina mais "fria". Isso acaba gerando um belo Paradoxo de Tostines: Robocop é um robô que pensa que é humano ou um humano que pensa que é um robô? Isso leva a uma cena em que o Robocop é desmontado para Alex Murphy saber o que restou de seu corpo original, e ela é simplesmente fodástica.

Assim como no filme dos anos 80, a crítica política-social desse filme é bem presente e dá uma cutucada escrota no modo de vida americano. Logo no comecinho do filme vemos drones patrulhando as ruas do Irã (e metralhando adolescentes...); a fábrica da Omnicorp fica na China no meio de uma plantação de arroz com agricultores miseráveis e a população americana é mostrada como um bando de idiotas pessoas facilmente manipuláveis pela mídia. Enquanto a crítica social do filme original beirava o humor negro, no filme de Padilha a coisa toma um rumo mais crítico e politizado, mostrando conteúdo em um blockbuster de censura baixa, coisa raríssima nos dias de hoje. 




Aliás, esqueçam o mimimi generalizado de que o filme ficou uma merda por ter censura 13 anos. Sim, o filme não tem aquela violência truculenta do filme de 1987, mas isso não estraga o filme de maneira alguma. Se serve como uma forma de tranquilizá-lo, saiba que o Robocop mata bandidos, e mata bastante. Mas nem pense em ver cabeças explodindo e ver litros de sangue espirrando pela tela. São mortes mais lights, se é que você me entende. Até mesmo a mão humana do Robocop, que gerou pitis homéricos pela internet afora, tem toda uma razão de existir nesse novo filme. Fiquem tranquilos que a explicação faz todo o sentido.

Enfim, deixem de lado as comparações com o filme de 87 e vejam esse filme sem ódio no coração. Vocês terão uma bela surpresa! O final desse filme, na minha humilde opinião, é um verdadeiro chute no saco de qualquer norte-americano.


NOTA DO FILME: 4 bigodes (de 5)


* BÔNUS: José Padilha participa do programa Roda Viva da TV Cultura e fala como foi filmar Robocop nos States e da produção de seus filmes antigos (incluindo aí os dois filmes de Tropa de Elite), além de outros assuntos:

)

PARTE 2

PARTE 3

PARTE 4

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Batman vs Terminator

Esse curta de animação foi produzido por um fã. Nele vemos um Batman velhaco lutando contra os Exterminadores em um futuro apocalíptico. Assistam aí, pois ficou foda!



Como esse curta é fan made, não duvido nada que a Warner resolva encher o saco e peça para o Youtube retirá-lo do ar (afinal de contas, não é um produto "autorizado"). Portanto, assistam enquanto é tempo.