quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Rapidinhas

A PLAYBOY DA FERNANDA YOUNG ME SURPREENDEU...




Quando eu ouvi a notícia de que a Fernanda Young iria posar nua, pensei na seguinte equação: mulher pseudo intelectual + fotógrafo fresco da Playboy + fotos sem buceta = Playboy Lixo. Mas por incrível que pareça, nessa Playboy vemos buceta em vários ângulos, com direito a beijo lésbico e foto de perninha aberta! UIA! Será que os editores da Playboy voltaram a ser homens? Eu não sou muito fã de mulher modernete cheia de piercings e tatuagens (é tanta tatuagem que a Fernanda parece um gibi ambulante!), mas tenho que admitir que a Fernanda é bem bonita e gostosa aos seus 39 anos. Meu carequinha se melou com as fotinhas!

Eu até queria mostrar algum link com as fotos dessa Playboy, mas isso vai contra meus princípios. O mesmo eu digo de links para fazer o download das fotos. Isso é feio, ilegal e vai contra as regras do Google Adsense, a empresa internacional que me deixará milionário daqui a 89 anos.


MASSACRATION DÁ ENTREVISTA PARA A TV UOL

A melhor banda de heavy metal do universo dá uma entrevista exclusiva para a TV UOL. Detonator e Blondie Hammet falam merda sem parar respondem as perguntas do internautas em 1 hora de entrevista. Vejam aí:



Alguns momentos da entrevista:

"Lady Gaga? Ah, aquela que a gente fez bacanal! Sim, ela é uma menina muito boa (Detonator)."

"Tenho fetiche com a Preta Gil (Detonator)."

"Qual é a segunda melhor banda de heavy metal do mundo? Isso não existe. Ocupamos as 9 primeiras posições. Na 10ª eu poderia indicar alguém, mas agora eu esqueci quem pode ser (Blondie Hammet)."

"Quando eu me vejo no vídeo eu...sinto coisas (Detonator)."



MUITOS POSTS NO FORNO

Aguardem pela segunda parte da "Crente do rabo quente", por mais episódios de "Lendas da Terra Baixa" e a volta de Adílson. Só falta tempo para terminar de escrever essas maravilhas literárias. Relaxem.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

MULHERES SACANAS - A crente do rabo quente (parte 1)



Quem acompanha meus textos há um bom tempo deve ter notado que eu sou um cara muito azarado com mulheres. Os posts da "Menina da buceta colada" e o famoso "A psicótica do ICQ" estão aí de prova. Esse post de agora, entretanto, bota esses citados posts no chinelo. A garota que será mencionada nesse post é tão bizarra, despirocada e esquisita que eu não sei nem por onde começar a história.

Aliás, já era bom adiantar algumas coisas:

1) Essa história é 200% verídica. Não inventei nada do que será contado aqui. No máximo alterei alguns nomes para preservar a imagem de pessoas e/ou instituições. Como diz o ditado: quem tem cu tem medo.

2) Caso você duvide de alguma coisa que será relatada aqui, lembre-se de outro ditado meu: o mundo é dark, muito dark.

3) Mulher de internet é tudo demente. Sem exceções.

4) Esse post irá estragar seu dia. Vai por mim.

Agora vamos deixar de lorota e ir logo ao assunto.

Por volta de 2002 eu ainda cursava a UnB e o Buldozer estava a todo vapor, com uma média de 1500 leitores por dia (bons tempos...). O Buldozer tinha atualizações constantes, gerava brigas homéricas nos comments e muito ódio na nossa caixa de correio. Mas faltava alguma coisa. "Porra, esse blog podia render mulher pra gente, né?", disse o Corba uma vez. "Pois é. Só macho xingando a gente é bem sacal", respondi.

Um belo(?) dia, recebemos na nossa caixa de correio um alegre e-mail de uma garota chamada Daniele (nome fictício). O e-mail era mais ou menos assim:

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"Oi Buldozers! Li um texto no blog de vcs q eu amei. O Reinaldo escreveu sobre a última festinha da Biologia na UnB q ele foi e eu achei o texto muito engraçado! Hahahaha, é sério! Ri pra caramba! A gente bem que podia se conhecer ao vivo, né? Eu também sou de Brasília. Aproveito a mensagem para mandar uma foto minha. Fico no aguardo da resposta de vcs.

Beijosssssssss
sssss!
Dani"
................................................................................................................................................................


A foto que veio em anexo mostrava uma mocinha bonitinha entre duas garotas também interessantes. Essa bonitinha era a tal da Daniele. Ao mesmo tempo que eu me animei, também dei aquela brochada. Sabe como é: menina de internet muito solícita e que já chega mostrando foto não é um bom sinal, ainda mais quando isso ocorre por meio de um blog (lugar de desequilibrados por natureza). A história da psicótica do ICQ tinha começado de modo parecido...

Lembro de ter puxado um papo com o Corba sobre a garota:

- [Eu] Bicho, viu o e-mail daquela Dani?
- Vi. Ela te achou engraçado. Coitada.
- E tu viu a foto dela?
- Vi. É bonitinha, mas nada demais.
- Eu também achei a mesma coisa. Ela falou que quer conhecer a gente. Você anima?
- Já estou saindo com uma garota, cara. Tu anima de conhecer essa mina?
- Acho que sim. Estou solteiro e de bobeira.
- Então boa sorte. Eu tô fora. Depois você me conta se é mais uma doida pra entrar na sua lista.
- Tá.

Logo tratei de responder o e-mail da Dani e trocamos telefones e ICQs ( Será que alguém aí ainda usa ICQ? Nossa, como eu tô velho...). A menina era bem legal e simpática nas conversas via tel e computador, mas como ela estava muito ocupada com a UnB (ela cursava Contabilidade), nunca rolava da gente se encontrar ao vivo.

Após muitas tentativas, finalmente aconteceu: combinamos de nos encontrar numa noite de sexta-feira para bater papo e nos conhecermos melhor. Eu buscaria ela em casa e iríamos para um barzinho que ficava na comercial da quadra dela. Programinha básico.

Pois bem. Cheguei na XXX Norte pelas 20h e peço para a Daniele descer. Quando vejo a garota sair pela portaria, meu coração quase pára. Meu intestino se revira e tenta saltar pela boca. Meus olhos lacrimejam sangue. Caros leitores...a menina era MUITO FEIA ao vivo. Não, feia é pouco: a guria era medonha, HORRÍVEL, BARANGUÉSIMA! A "bonitinha" da Daniele era baixinha, magricela, ligeiramente corcunda, tinha um nariz amassado, pernas de caubói (meio arqueadas) e uma mandíbula protuberante tipo cachorro buldogue. Ela não lembrava em nada a garota da foto que veio por e-mail. Sério, era coisa de outro mundo. Eu sempre duvidei de pessoas feias que poderiam ser fotogênicas, mas naquele dia eu mudei radicalmente de opinião!

A minha cara de susto era tamanha que cheguei a assustar a garota:

- [Depois da apresentação inicial e dos 3 beijinhos] Reinaldo, aconteceu alguma coisa? Você tá com uma cara muito estranha.
- É que...é...que eu pensei que você fosse mais alta. Isso, mais alta!
- [Sem graça] É, mas eu sou baixinha. Hehehe...
- Mas na foto você parecia ser alta. Bem alta.
- Impressão sua, hehehe.
- [Tentando disfarçar a cara de decepção] Bom, vamos pro barzinho então?
- Claro.

"Vou ser simpático e cair fora. Se for para olhar gente feia, tenho espelho em casa", pensei com meus botões. Fomos a pé para um buteco próximo e pedimos uma cerveja. Daí veio a conversa padrão de bar: o que faz da vida, o que gosta de fazer nas horas vagas, para onde costuma sair, que tipo de música gosta de ouvir...e daí começaram a pipocar as surpresas:

- [Dani] ...eu não sei se você notou, mas sou evangélica.
- É?
- Sim. Sou da igreja XXXXX.
- [Cara de decepção ao cubo] Sério???
- Por que essa surpresa?
- Bom, eu pensei que a mulherada dessa igreja só andasse de saião comprido, cabelo até a cintura, não usasse maquiagem e tal. Coisa de gente radical mesmo. Você não parece fazer parte disso.
- Não, não. Nada disso! A gente se veste normal e curte a vida. Eu, por exemplo, adoro sair para micarê e dançar axé. Adoro festa e sair pra dançar. Não tem nada a ver ser envagélico e ficar trancado em casa!
- Ah, tá.

No meio da conversa, notei outra coisa pitoresca em Dani: a mulher tinha um bafo macabro. Imaginem o bafo de quem acabou de acordar misturado com aquele mau hálito de quem fica muito tempo sem comer. Era uma coisa maligna. Em alguns momentos que eu tinha que botar a mão no nariz para tentar evitar aquele futum. Mas não dava. Era uma tortura!

- [Dani] E falando em festa, tem um lugar que sou doida para conhecer.
- Que lugar?
- Boate gay. Todo mundo fala que é muito divertido.
- Já fui na Boate Garagem. É legalzinha.
- Jura? Mas...você é gay?
- Claro que não, porra! Fui lá umas três vezes, com amigas. Eu estava sem ter o que fazer e acompanhei elas. O ambiente é legal, mas aquela viadada se pegando é um porre de ver [NOTA: já contei essa história lá no Buldozer. Depois eu procuro o link desse post].
- [Histérica] Ah, bora lá comigo! BORA! BORA! Sou morta de curiosidade de conhecer a Garagem!
- É, a gente pode ver se rola semana que vem. Bora ver.
- Isso! Anima aí! Quero ir lá contigo! UHUUU!

Uma garota feia, envagélica, com bafo de cadáver e que tinha curiosidade de conhecer uma boate gay. É, eu mereço.

Como o papo já tava ficando chato, falei que estava com sono e tratei de pagar a conta. Já na frente da portaria do bloco dela nos despedimos e a menina me solta um olhar sexy (ou algo próximo disso). Como a gente se falava numa distância curta, eu tentava respirar pela boca para não sentir aquele bafo de morta-viva.

- [Dani] Ei, não esquece da boate gay! A gente vai lá, né??
- Vamos ver como tá meu tempo nessa semana. Qualquer coisa eu te ligo.
- Não desanima, hein? BORA! BORA!

Em seguida a menina me dá um beijo demorado na bochecha e um "tchau" bem sensual (baranga tentando ser sensual é uma coisa fofa...). "Meu Deus, será que essa mocréia tá me dando mole? Afff", pensei. Entro no carro e acelero de volta para casa.

A semana passa. Como estava sem ter o que fazer, sem mulher e com uma certa grana sobrando na carteira, resolvi encarar o desafio de levar uma evangélica feiosa com bafo de zumbi para uma boate gay. "Isso deve render uma boa história para o futuro", pensei com meus cansados botões.

Ligo para a Daniele e combino de ir na Boate Garagem em um sábado à noite. Ela fica super alegre e solta um grito pelo telefone que quase estoura meu tímpano direito. Na fatídica (e macabra) noite de sábado eu chego na casa de Dani por volta das 22h e ela logo desce. A garota estava bem produzida e maquiada, mas continuava pavorosa. "Caralho, tem que ser macho para encarar isso. São Jorge, me dê sua luz!!!", pensei.

Dani entra no carro toda sorridente e falante.

- UHUUU! Vou dançar até cair hoje!
- Tomara.
- E você? Gosta de dançar?
- Acho legal. Mas não morro de amores.
- Mas hoje você vai ter que dançar! UHUUUU!!!!
- Tá...

Toco meu Kadett azul 92 para a Boate Garagem. Drags e gays de todos os tipos se amontoavam na fila. "Hahahah, é cada gay figura, né?", dizia Daniele. "É. Lá dentro é pior", respondi.

Entramos. Como chegamos cedo, a boate estava relativamente vazia. Sentamos em um sofá-cama que ficava no hall de entrada e tratamos de conversar amenidades. Lá pelas tantas eu chamo a garota para subir no mezanino. "De lá dá pra ver a boate toda de cima", falei. Ela topou na hora e subimos. Lá de cima a garota começou a conversar papos chatos sobre religião e amigos de igreja. Para completar a desgraça, o bafo de leão morto da garota saturava o ar ao meu redor. Como eu estava carente e sem opções melhores no momento, pensei em algo completamente insano para animar a noite: ficar com a garota. "Já que eu estou aqui, o lance é encarar a fera para ter alguma diversão. São Jorge, ROU!!!", pensei. Cheguei pertinho, dei umas cafungadas no cangote e CRÉU: beijei a baranga! Do beijo a coisa já partiu para uma mão boba assanhada e logo eu estava levando a menina para sentar no meu colo em um poltrona próxima.

- [Dani, nervosa] EI! Que troço é esse de chegar passando a mão em mim? A gente mal se conhece! Calma lá!
- Desculpa, me animei. Foi a empolgação.
- Bom, vamos dançar um pouco? Também quero beber um pouco. Estou morta de sede!

Descemos de mãos dadas. "Ainda bem que está escuro. Ninguém vai me ver com essa baranga", pensei com meus carcomidos botões. "Reinaldo, vou ali pegar uma capirinha. Me espera aqui, tá?", disse Dani. Acenei um "sim" com a cabeça e fiquei na pista de dança entre duas drags de 1,90m de altura. Depois de um tempo surge Dani segurando uma capirinha em um copo de plástico.

Pois bem: Daniele bebe apenas uns dois dedinhos de capirinha...e despiroca. A mulher vira outra pessoa! Era como se a Pomba Gira tivesse dominado o corpo da menina. Para início de conversa ela começa a dançar colada em mim e esfregando a bunda no meu pau.

- [Dani, tresloucada] UHHHH! VOCÊ TÁ DE PAU DURO! ESTOU SENTINDOOOOO!!! RRRRRUUUUUURRRRR [urro animalesco]!!!
- É isso aí!
- ESFREGA ESSE PAU DURO EM MIM! AHHHHHHHHHHHH!!! RRRRUUUUUUUUUUURRRR [urrando]!
- É BALA!

Daniele começa a se esfregar no meu pau duro e a lamber minha boca com a ponta da língua. A mulher estava possuída. "Nussa, vocês dois estão um AR-RA-SO!", gritava a drag ao meu lado. Como a coisa tava bem quente, chamo a envagélica com bafo de sucuri para correr para o meu carro. Lá a gente podia se "divertir" melhor. Ela topa sem pestanejar.

Saímos da boate em menos de 5 minutos. Dentro do carro, começo a beijar a mulher e passar a mão nela toda. Num ato de brutalidade, puxo o tomara-que-caia dela para baixo e chupo seu mamilo direito sem cerimônia. A mulher solta um berro altíssimo.

- [Eu, assustado] O que foi??
- [Sem graça e fazendo biquinho] É que...é...eu...eu gozei...
- Já?
- É...
- Mas eu não fiz nada!
- Fez sim...você...v-você lambeu meu peito. Buáááá!!!

Daniele começa a chorar que nem criança desmamada. Tento consolar a garota de um modo bem romântico.

- Mas e eu? Estou de pau duro aqui! Vai me deixar na mão?
- Não quero mais falar de putaria! Chega! Buáááááá!!! Isso é pecado. Eu não devia estar aqui, a culpa é SUA! Snif, snif...
- Ai minhas bolas...

De pau duro, ligo o carro e deixo Daniele em casa.

Continua (e fica pior)...

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

CONTOS DEMENTES - Lendas da Terra Baixa

Belanus


Episódio de hoje: Armadilha na cidade perfumada

Versão brasileira: Golden Shower Filmes


Os quatro aventureiros seguiam para Metrowood, mais conhecida como a "cidade dos perfumes". Era lá que Belanus pretendia arrumar o visual de seus companheiros com roupas feitas sob medida pelos melhores costureiros de toda Terra Baixa. Sem falar das massagens, tratamentos de pele e cortes de cabelo requintados.

Durante a caminhada, Pedronas cutuca Belanus. O cutucão é tão forte que Belanus quase cai de seu urso dourado:

- Belanus, você é um feiticeiro muito poderoso, né?
- Sim, sou.
- E por que você não usa um feitiço pra descobrir quem sequestrou a filha do prefeito? Num era mais fácil?
- Porque...porque não é assim que a mágica funciona. Simples assim.
- Por que? É só fazer a mágica e PUM! Tudo ficar resolvido! É só Belanus estalar o dedo.
- Não é bem assim, bárbaro.
- Por que?
- Porque não.
- Por que?
- Você pode parar?
- Por que?
- [Adam, interrompendo] Pedronas, será que você pode olhar o nosso saco de comida e contar quantas pipocas ainda sobraram?
- Contar uma por uma?
- Isso.
- É pra já! [Contando as pipocas] Um...dois...dois...cinco...três...sete...seis...quatro...

Belanus se aproxima do ouvido de Adam e fala baixinho:

- Ainda bem que você fez ele ficar quieto. Eu já ia transformar ele em um porco.
- Coitado! Ele é incoveniente algumas vezes, mas é um guerreiro de bom coração.
- [Malakus] Ele é homem também.
- [Belanus, franzindo a testa] O que você quer dizer com isso?
- [Malakus] Nada, nada...

Os intrépidos aventureiros estavam perto de Metrowood e uma mata densa cercava a estreita estrada de terra. De repente, surge de dentro do matagal um velho corcunda vestido com capa e capuz. Ele se aproxima de Malakus vagarosamente.

- Jovem, posso ler sua mão?
- É de graça?
- Sim. Tenho algo importante para lhe dizer.
- Importante? Puta merda...tá, pega aí a minha mão.
- O que tenho para avisar é...RÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ!

O velho arranca o capuz e puxa uma adaga. Ele aponta a adaga para o pulso de Malakus.

- [Velho corcunda] Me chamo Dimitri. Faço parte do Clã dos Ciganos Suicidas. Esse é o nosso segundo e último aviso para vocês DESISTIREM de procurarem Sylvia! Prestem bastante atenção!

Dimitri solta um assobio. Vários ciganos começam a pular de cabeça das árvores mais altas que estavam ao redor. Todos se espatifam no chão e têm morte instantânea. Alguns caem no meio de nossos heróis, sem atingirem nenhum deles.

- [Malakus] Caralho, tá todo mundo se matando! Mas que cambada de retardado!
- [Adam] Eles querem nos assustar. Mantenham a bravura e a honra. O Mal nunca ofuscará o Bem!
- [Pedronas] O que é "ofuscará"?
- [Adam] ...

Dimitri olha para os quatro aventureiros e todos os seus companheiros de clã que estavam arrebentados no chão.

- [Apontando a adaga na direção de Adam] Só repetindo: esse é o último aviso. MORRRAAAAAAAA!!!

Dimitri enfia a Adaga no próprio ouvido e cai no pés de Adam jorrando sangue pelo nariz.

- [Belanus] QUE HORROR!
- [Pedronas] Belanus, por que você não usou magia para sumir com eles? Era só estalar o dedo!
- Porque...ORA, MAS QUE SACO, DE NOVO ESSA PERGUNTA??
- Tá com raiva?
- SIM!
- Por que?
- [Adam] É...vamos andar depressa para chegarmos em Metrowood, tudo bem? Já está anoitecendo.
- [Belanus] Acho ótimo!

Os bravos aventureiros demoram cerca de duas horas para chegarem em Metrowood. A cidade era belíssima, com ruas bem iluminadas e um agradável aroma de incenso e flores por todos os lugares. Ao chegarem na taverna "Bigode Ruivo", três cavaleiros com armaduras negras se aproximam.

- Boa noite, senhores! Estamos procurando um ladrão que teria roubado alguns cavalos da cavalaria real de Truculand.
- [Malakus] Ih, grande, a gente não tá sabendo de nada.
- Mesmo? A aparência que nos deram do ladrão bate exatamente com a sua.
- [Malakus] Jura? Existem muitas pessoas parecidas comigo por aí. A Terra Baixa é imensa. E nem sei que cavalos são esses que você tá falando, parceiro.

Pedronas abre o saco de comida e puxa uma pata de cavalo recém salgada.

- Malakus, eles estão falando dos cavalos que a gente comeu! Esse aqui [mostrando a pata salgada] tinha a coxa mais gordinha.
- [Malakus] Puta que pa...
- [Cavaleiro negro] Vocês estão presos em nome do governador de Truculand! Entreguem suas armas!
- [Adam] Alto lá! Vamos manter a calma. Tudo pode ser resolvido na base do diálogo.

Atrás dos aventureiros surge um grupo de homens musculosos e mal encarados.

- Somos os Mercenários da Zona Norte. Ofereceram uma fortuna pela cabeça de vocês. MORRAAAMMMM!

Para completar, de um beco escuro surge um anão caolho andando com a ajuda de muletas:

- Nham, sempre quis comer um bárbaro [olhando Pedronas e lambendo os lábios]. Deixem o grandão pra mim!


Continua...


terça-feira, 20 de outubro de 2009

Rapidinhas

ALLAN SIEBER E ARNALDO BRANCO VIRAM ROTEIRISTAS DO "CASSETA & PLANETA"


Allan Sieber

"Casseta & Planeta" virou uma merda de programa. Sério, aquilo lá está tão ruim que é capaz de constranger qualquer roteirista do "A Praça é Nossa". O humor atual dos caras não vai muito além de trocadilhos bobos e gozações (chatas) com programas da Globo. É um troço de dar vergonha.

Ao saber da contratação do Allan Sieber e do Arnaldo Branco como roteiristas do programa eu não sei se comemoro ou se começo a chorar.

Cartunistas são os novos roteiristas do Casseta & Planeta

Os caras são cartunistas muito fodas e têm um humor muito escroto, mas será que a Globo vai conseguir amansar os caras? Será que teremos um humor politicamente correto para agradar as mães de família? Não custa lembrar que o pessoal do "Casseta & Planeta" também tinha um humor muito escroto nas revistas que eles produziam antes de irem para TV. Depois virou essa xaropada que vemos hoje em dia. Vai rolar o mesmo efeito com o Sieber e o Branco? Só vendo.

E falando no Sieber, vamos relembrar a entrevista que eu fiz com ele para o Buldozer:

Parte 1
- Parte 2 - Parte 3 - Parte 4


EMOTICOM ESCROTO DE UM VÍDEO MAIS ESCROTO AINDA

Já tem tempo que eu uso um emoticom no MSN que o Sr. arghlemonster me passou uns meses atrás. É um emoticom de um neguinho rebolante com cara de homossexual passivo. Vejam:



Existe um outro emoticom desse neguinho, muito mais boiola, que eu não achei para postar aqui (sorte de vocês).

Mas o que sempre me encucou com esse emoticom é o seguinte: de onde é que tiraram essa porra? Hoje, infelizmente, eu descobri que esse neguinho é um cantor chamado Samwell e ele tem um vídeo bem...hã, vejam aí:




Nem sei o que comentar desse vídeo. É algo que vai além de qualquer análise. Mas o emoticom ainda é muito bom.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Marquito e o amor no puteiro



Texto enviado por Zebedeu

Essa história rolou uns anos atrás, em uma das vezes que eu fui a Porto Alegre para fazer um trampo de advocacia e acabei levando comigo o Marquito, um amigo meu de Sampa. Como eu já havia falado pra ele sobre o melhor puteiro do Brasil e sobre a qualidade do material disponível, ele estava doidinho pra conhecer. Na verdade, doidinho é pouco: ele estava é tarado! E, além de tudo, ele tinha levantado o fundo de garantia de um emprego e estava com uma bela grana na poupança. O Marquito é um cara legal, só é um pouco “destrambelhado”, como veremos. Quando eu falei que ia pra Porto Alegre, ele quis ir também:

- Bora, Zeba. Quero conhecer essas gaúchas. Tô com grana e vou botar pra foder.

- Cuidado, filho. A coisa lá não é fraca. As meninas são lindas. Tudo o que você ouviu não é piada. É verdade! Tu não pode bancar o joca (gíria gaúcha pra quem banca o tonto em zona). Já fiquei sabendo de caras que perderam a cabeça por lá. Teve um amigo meu que a mulher descobriu que ele andava de namoro com uma guria de lá e...

- Zeba, eu sou o Marquito, porra. Marquito da Móoca.

- Falou. Vamos nelson, então. É coisa rápida. Vou lá, faço o trampo no fórum de dia, nós vamos no puteiro à noite, e voltamos no dia seguinte.

O Marquito esfregava as mãozinhas:

- Bora. Hihihihihiiii...

Bom, compramos duas passagens pela Gol e fomos pra POA. Era uma quinta-feira. Chegamos lá de manhã e eu deixei o Marquito no hotel e fui cuidar das minhas coisas. Encontrei com um cliente e depois fui ao fórum. Quando eu voltei, o Marquito já estava arrumado, barbeado e cheirando a colônia:

- E aí, velho? E o puteiro? Hã? Hã? Hihihiiiii...

Chamei um táxi e levei o meu amigo pra jantar na Lima e Silva, a rua dos barzinhos de POA, e ele já foi sentindo o nível do mulherio gaúcho. Papa fina. Pra quem está habituado com as mocréias de São Paulo, é de revirar os olhos. Eu só orientando:

- No puteiro tu vai ver. É do balacobaco.

Ele esfregava as mãozinhas:

- HIhihihiiiiiii...

Demos uma xavecada em umas gurias de família, fomos jantar e chamei outro táxi. Depois de rodar um pouco (a Lima e Silva não é longe do famoso puteiro), chegamos. A boate fica em uma rua que à noite é meio escura, fica em uma casa com uma frente pequena e simples, o que confundiu o Marquito, que está acostumado com puteiros com letreiro de neon até na testa das garotas.

- Zéba, não é aqui, caralho! Como pode ser aqui? Nessa casinha furreca?

- É aqui mesmo. Pode ficar tranqüilo.

O motorista ainda concordou comigo:

- Báh, é aqui mesmo, néééé!

Pagamos o táxi e entramos. O clube é pequeno e confunde quem ouve falar dele e chega lá pensando que ele é um desbunde em termos de fachada. Não é. É simples. Como eu já disse, fica em uma casinha velha de uma rua escura, de um bairro antigo e próximo do centro de POA. Tem um corredor frontal estreito e comprido, com vários quadros pendurados, e que dá acesso a uma pequena escada e ao salão principal da boate, que fica no fundo. E nós havíamos chegado na melhor hora, lá pelas onze e meia, nem cedo nem tarde. As melhores meninas já estavam lá esperando os pat...ops, clientes. Uma tremenda morena fazia strip no varão de pole dance, sob um jogo de luz maneiro. E o Marquito olhava em volta deslumbrado. Os olhinhos dele pareciam dois ventiladores:

- Zeba, que bala, velho. Hihihihihiiiiii. Isso aqui é do caralho, meu!

E de fato a coisa é duca. É cada mulherão que eu vou te contar. Papo sério. Contando parece coisa de mentiroso. É tudo padrão Mariana Ximenes, ou Grazi Massafera pra cima. Mas sabe como é, né? Puteiro é puteiro, e por melhor que seja, você nunca pode entrar de cabeça, de sola, se não banca o joca mesmo. As gurias são lindas, mas espertas, e aí é que entra areia quando o cara é inexperiente ou deslumbrado. O Marquito, orgulhoso e no deslumbramento, nem se lembrou disso. Assim que viu uma tremenda égua loura dando sopa já partiu pra cima. E a mulher era mesmo um fenômeno. Uma verdadeira ronaldinha. Cavala de primeira.

Eu, como vocês bigotrônicos já conhecem, tenho personalidade pacífica e fiquei na minha, só no sossego e na experiência, atento e tranqüilo, como deve ser o comportamento de homem em zona. Tomei umas biritinhas, conversei com os garçons, levei um lero com outras minas e acabei pegando uma moreninha baixinha de sorriso simpático. Combinei o preço, dei uma choradinha, como é de praxe, e subi para o andar de cima, onde ficam os quartos, e... bicho, esqueci do Marquito. Quando eu acabei o programa, cadê o Marquito? Bom, paguei a minha parte (nem é tão caro, pela qualidade) e fui para o hotel. Só encontrei o elemento no dia seguinte:

- Cara, onde você se meteu, porra.

- Zeba, saí da boate e levei a guria para um flat. Não vou voltar pra São Paulo. Não quero mais aquela vida de cachorro. Vou ficar aqui mesmo. Adorei Porto Alegre. E a Sandra já me contou toda a vida dela. Ficamos super amigos.

- Cara, você pirou, bicho?

- Não. É sério. A Sandra, aquela lorinha que você me viu pegando...

- Loirinha? Puta égua, filho.

- Pois é. Ela já me contou tudo. Ela mora com a os pais em Canoas (uma cidade da grande Porto Alegre), coitadinha. Ela tem 21 anos e quer se ver livre do pai, que é um cara que bebe e torce pro Inter. Nós já resolvemos tudo e eu vou alugar um apartamento no meu nome pra ela aqui no centro de Porto Alegre, coitada. Depois eu vou vir aqui de quinze em quinze dias até eu conseguir me livrar dos pepinos de Sampa e a gente vai se casar.

- Mas...

E não adiantou nada eu tentar argumentar. Ele saiu e disse que iria passear com a Sandra na Redenção (um parque bonito de Porto Alegre) e depois iria ao shopping Praia de Belas. O cara havia pirado. E ele cumpriu mesmo a promessa. Não voltou comigo e ficou por lá. Voltou alguns dias depois e disse que já tinha arrumado todo o apartamento para a Sandra. Mobiliado e tudo. Durante uns três meses ele fez viagens a Porto Alegre de quinze em quinze dias. E o idílio durou até o dinheiro da poupança acabar e ele descobrir que a Sandra, que na verdade era Maria Aparecida, namorava um brigadista (policial militar!) que ia no apartamento dele enquanto ele não estava em Porto Alegre. Depois ele me contou chorando que havia queimado uma poupança de mais de cinqüenta paus.

Mané tem que pastar.

domingo, 4 de outubro de 2009

Gunther & The Sunshine Girls - Teeny Weeny String Bikini



Pois o bigotron tinha que ter esse video postado aqui, bigomiguxos.

E é.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

CONTOS DEMENTES - Lendas da Terra Baixa


Pedronas em um momento zen


Episódio de hoje: O mago mais belo do mundo

Versão brasileira: Batata Dublagens


Adam, Pedronas e Malakus estavam na estrada há duas semanas. Eles rumavam na direção da Floresta Viscosa. Adam encontraria nessa floresta o mago Belanus, seu amigo e companheiro de aventuras passadas.

- [Adam] Malakus, estou impressionado com sua presteza e agilidade. Eu dei dinheiro para você nos comprar uma montaria e você nos trouxe esses belos cavalos em menos de 1 hora. Você é realmente uma companhia formidável!
- Disponha, mano. Estamos aí pru que der e vier.
- Esses cavalos são excelentes montarias! Só vi cavalos tão belos assim em um desfile da cavalaria real de Truculand. E...espere um pouco [Adam observa uma marca feita com ferro quente no lombo dos cavalos]: que marca é essa? Esse é o símbolo da cavalaria real! VOCÊ COMPROU OS CAVALOS DA REALEZA?!
- Que mané comprar. Eu peguei emprestado.
- Emprestado? Quer dizer que você ROUBOU esses cavalos??
- "Roubar" é uma palavra muito feia, Adão. Mas se quiser falar desse jeito, tá de boa.
- E o que você fez com o dinheiro que eu te dei?
- Ihhhhhh...o Adão tá estressadão! Relaxa, tio! Torrei a grana com umas paradas da hora. Sente só.
- Meu nome é ADAM!!!
- [Pedronas] Pedronas tá com fome!

Malakus retira um pacote do bolso em forma de tijolo. Ao rasgar um pouco da embalagem, um pó preto com aparência de fumo se torna visível.

- [Adam] Você gastou todo o dinheiro que te dei NISSO? Por acaso isso seria a erva dos anões azuis?
- Queeeee nada! Essa é a versão melhorada. Essa aqui é a secretíssima erva dos ogros. Essa parada é adubada com ovo de dragão e polvilho. Só com um baseado você deixo um exército inteiro louco. Neguinho só volta ao normal no dia seguinte. É doido o bagulho!
- Por Odin! Malakus, isso é ilegal e também é a razão da nossa juventude estar se destruindo! Eu ordeno que você destrua esse pacote, pelo respeito a toda nossa nação e...
- Adão, deixa desse lero-lero, caralho! Porra, tu é muito almofadinha! Relaxa que depois a gente fuma isso aqui. [Falando baixinho] Mas que cara chato...
- Mas enfim, não acabamos o assunto principal: o que vamos fazer com os cavalos da realeza? Podemos ser presos por causa essa montaria. E SERÁ TUDO CULPA SUA!
- A gente pensa nisso depois. Relax, bróder.
- [Pedronas] Pedronas tá com fome!
- TUDO BEM, PEDRONAS! NÓS VAMOS PARAR E COMER! PARE DE REPETIR QUE ESTÁ COM FOME!!!
- [Pedronas] Pedronas tá com fome!

Os bravos aventureiros param na beira da estrada e montam um acampamento improvisado. Pedronas pega o saco onde está guardada a comida. O saco era imenso, mas leve.

- [Adam] O que você comprou de comida para nós? Eu pedi para você variar e comprar produtos diversos.
- Pedronas variou. Pedronas comprou carne seca e pipoca. Veja [Pedronas abre o saco e mostra o conteúdo].
- Pedronas...você comprou quase 6 quilos de pipoca e apenas dois pedaços de carne seca. Você está louco?
- A carne seca tinha acabado na loja. Pedronas queria encher o saco depressa e pensou logo em pipoca. Idéia boa, não?
- Você acha que vamos aguentar comer pipoca por 5 dias seguidos? A carne seca é tão pouca que mal dá para uma refeição. PELO SANTO ODIN!!! Eu vou dormir. Perdi o apetite! Até amanhã para vocês dois.
- [Malakus] Ihhhhhh...o Adão tá estressadão!

Na manhã seguinte, Adam acorda. Ele acorda com um cheiro de carne assada. Malakus, que dormia ao lado, também desperta.

- [Adam] Malakus, que cheiro é esse?
- Parece cheiro de churrasco. E onde tá o Pedronas?
- Boa pergunta. PEDRONAS, CADÊ VOCÊ?

Os dois se levantam e vão atrás do cheiro de carne. Pedronas é encontrado atrás de uma árvore assando uma pata de cavalo. A fogueira soltava labaredas para todos os lados e ameaçava incendiar a vegetação.

- [Pedronas] Bom dia, amigos! Pedronas não quis acordar vocês.
- [Adam] Pedronas, o que você está assando aí?
- O meu cavalo. Pedronas ainda tá com fome.
- VOCÊ MATOU O CAVALO DA REALEZA! POR ODIN! ESTAMOS FERRADOS!!!
- Pedronas tava com fome. Alguém quer um naco?

Adam senta-se no chão desconsolado. Malakus pega um pedaço da carne do cavalo, mastiga um pouco e cospe longe.

- [Malakus] Caralho, grandão. Esse troço é horrível! Prefiro comer carne de gente! E por falar nisso, onde estão os outros cavalos?
- Matei e limpei a carne. A gente vai ter carne pra quase 1 mês agora! Vamos ter muita pipoca e carne.
- Você matou todos nosso cavalos? E a gente vai andar a pé agora?
- Sim. Pedronas é homem.
- E agora, Adão? O grandão fez uma merda cavalar! Hahaha...pegou? Cavalo, cavalar? Hein? Hein? Rá, sou foda!
- [Adam, furioso] Você é muito engraçado. O que será que falta acontecer agora?

Uma luz forte ilumina os heróis por trás. Ao encarar a luz misteriosa eles notam que há no centro dela um urso polar dourado, um animal raríssimo de ser visto. Em cima do urso havia uma pessoa ofuscada pela luz.

- [Pedronas, puxando a espada] PEDRONAS VAI MATAR ESSA LUZ, AHHHHHHHHHHH!!!
- [Vulto montando o urso] Não reconhece um velho amigo, bárbaro?

Pedronas reconhece a voz e desiste do ataque. A intensidade da luz diminui e todos vêem um elfo nu usando maquiagem feminina montado em cima do urso. Era Belanus.

- [Belanus] Senti a vibração de vocês e vim até aqui. Pelo visto vocês querem falar comigo.
- [Adam] Belanus! Quanto tempo, velho amigo! Estávamos indo para a Floresta Viscosa encontrá-lo. Venha me dar um abraço!
- SAIA DE PERTO DE MIM! Você está sujo e suado. Saia para lá!

Adam se afasta desconcertado. Belanus desce do urso e olha para o céu.

- [Belanus] Que horas são, hein?
- [Malakus] Deve ser umas 10:20 da matina.
- O QUÊ? AHHHHHHHHHHHHHHHH!!!! SOCORRO!!!!!

Belanus se esconde embaixo do urso e começa a vestir sua roupa rapidamente.

- [Belanus] Me desculpem, mas o sol depois das 10 horas estraga minha pele! Estava me bronzeando nu, mas perdi a hora! [Se beijando] Ai, minha bela pele!
- [Malakus, falando baixinho] Não acredito nisso...

Adam se aproxima e continua a conversa.

- Belanus, caro amigo, precisamos de sua valiosa ajuda! A filha do prefeito de Bokat foi raptada e receio que há pessoas poderosas por trás disso.
- Eu ajudo você, Adam. Mas vocês precisam melhorar esse visual. Sou o elfo MAIS BELO de toda a Terra Baixa. Não ando com gente tão...mal arrumada.
- E o que você deseja, amigo?
- Vamos na vila mais próxima para eu melhorar o visual de vocês. Ladrão, seu cabelo está horrível. E por que essa roupa preta num calor desses? Que falta de visão estética! Pedronas, sua sunguinha de couro está um nojo. Seu hálito também está terrível! E Adam...onde está a montaria de vocês?
- O Pedronas matou para comer.
- Hmmmm, que baixo nível! Então precisamos comprar outra montaria, não? Então sigam-me...mas mantenham a distância. Não quero gente feia queimando meu filme. Aliás, está na hora de passar meu creme hidratante e meu protetor labial. São ambos caríssimos e feitos com esperma de unicórnio. São artigos de luxo!

Todos observam Belanus se besuntar de creme hidratante. "Ainda vou passar a faca no gogó desse viado", pensa Malakus. Pedronas observa o urso polar dourado e lambe os lábios.

- [Pedronas] Hmmmmm...carne de urso é gostoso!


Continua...

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Humberto, o chefe

sábado, 19 de setembro de 2009

Humberto, o chefe



Fiz essa tirinha no Witty Comics. Esse site foi mais uma dica do arghlemonster. Estava com muito ódio no coração nessa manhã de sábado, mas montar essa tirinha me deixou um pouco mais feliz.

Em breve pintam mais tirinhas por aqui.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

CRÍTICA BIGOTRON - Inglorious Basterds


Brad Pitt faz um cover do Barbosa


Texto enviado por Priscila*


Depois de uma estréia não muito auspiciosa no Festival de Cannes desse ano, onde apenas o ator alemão Christoph Waltz se deu bem e levou uma merecida Palma de melhor ator, chegou enfim a minha vez de assistir a ultima produção assinada por Quentin Tarantino. Vamos combinar que os últimos filmes por ele dirigidos não foram lá essas coisas! Tinham estilo e estavam certamente acima da média da producão atual, mas ainda muito longe do brilhantismo de "Cães de aluguel", o filme definitivo e marco da nossa geração.

Eu estava desconfiada que esse ano não teríamos uma safra lá muito boa de filmes pipoca e já tinha ficado traumatizada com o tal do "Terminator Salvation", um desperdício total de dinheiro e talento (sic) que deixou um gosto amargo a todos os fãs da franquia. Portanto, estava compreensivelmente com os dois pés atrás antes de assistir ao filme, que havia recebido críticas mornas e reações muito meia boca.

Mas enfim, o filme não é a bomba que pintaram. Provavelmente Tarantino deu algumas mexidas na edição após Cannes, e embora dure quase 2 horas e meia (afinal, por que não fazem mais filmes de 1 e 40 minutos?) a platéia não sente o tempo passar, o que já é , em si, um baita elogio. "Inglorius Basterds" não é uma refilmagem do filme italiano de 1978, mas sim um western spaguetti povoado de nazistas e passado na Franca, ou a Segunda Guerra mundial como deveria ter sido na visão de Tarantino. Eu estava ansiosa para ver Brad Pitt, que pelos trailers prometia ser a melhor parte do filme, e qual não foi minha surpresa ao perceber que os tais Inglorius Basterds são apenas coadjuvantes num filme onde os atores falam quase que igualmente em francês, inglês e alemão? Não tem aquele truque dos filmes americanos, dos nazistas falando inglês com sotaque, não. É tudo autêntico: atores franceses falando francês, alemães falando alemão e os americanos até arranham um italiano de lascar, numa das cenas mais engraçadas do filme.

A estratégia foi jogar em terreno seguro. Depois do fracasso do "Grindhouse", que não se pagou em solo americano, os produtores Weinstein captaram a maioria dos recursos na Europa. É um filme de um autor americano, mas totalmente voltado para o mercado europeu, onde Tarantino goza de mais prestígio do que nos EUA, aliás.

Mas voltando ao filme: são praticamente duas histórias distintas e o único elo de ligação entre elas é justamente o personagem de Christoph Waltz, Coronel Hans Landa, mais conhecido como o Cacador de Judeus, um oficial da SS, poliglota e bebedor compulsivo de leite(!), que após matar uma familia de camponeses, deixa escapar a única sobrevivente da chacina, a adolescente Shosanna, mais por preguiça do que por compaixão. Enquanto isso, o bando liderado por Aldo Raine, personagem de Pitt, comeca a tocar o terror nos bosques franceses, capturando, torturando e matando quaisquer membros do Exercito alemão que encontrassem pelo caminho, com a ajuda de um desertor e serial nazi killer, Hugo Stiglitz.

Então, de um lado assistimos Shosanna, que anos após sua fuga se torna dona de um cinema e arquiteta sua vinganca, e do outro as aventuras dos Basterds tentando botar em prática um plano mirabolante para matar Hitler. Aliás, a melhor parte do filme é justamente o encontro dos Basterds com uma agente dupla numa taverna no interior da França, algo que faz a gente até lembrar do Tarantino de "Cães de aluguel" por alguns momentos.

Vale a pena usar aquela sua carteira de estudante falsa para ver vesse filme?? Com certeza, a não ser que você não se interesse por uma daquelas aulas de Historia do tipo "e o que aconteceria, se...".

* Priscila é amiga minha e já teve 49 blogs de temáticas diferentes. Hoje em dia mora na Alemanha com seu marido Andreas e pode assistir os filmes antes de todo mundo no Brasil.


** BÔNUS: Trailer legendado de "Inglorious Basterds".